PROJETO FUTUROS IMAGINÁRIOS
Projeto de edição e lançamento da obra
“Futuros imaginários - Das máquinas pensantes à aldeia global”,
de Richard Barbrook
Editora Peirópolis e Des).(Centro
“A criatividade cooperativa e a democracia participativa deveriam ser estendidas do mundo virtual para todas as áreas da vida. Agora, o novo estágio de crescimento deve ser uma nova civilização.” (Richard Barbrook, em “Futuros Imaginários”)
“Futuros Imaginários”, de Richard Barbrook é um livro que será lançado em abril de 2009 em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Salvador, resultado da primeira tradução para a língua portuguesa de uma obra do autor, professor e pesquisador do curso de Hipermídia da Universidade de Westminster (Londres, Reino Unido). Em “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global”, Barbrook apresenta uma acurada análise do desenvolvimento das tecnologias cibernéticas de um ponto de vista pouco explorado: o político. Assim, o autor reflete sobre o desenvolvimento tecnológico levando em consideração suas motivações políticas e objetivos econômicos, como também a sua repercussão social. Em sua análise, o autor relaciona ciência, tecnologia, economia, política, história e comunicação de massa pensando a apropriação tecnológica das futuras gerações .
Barbrook toma como ponto de partida de sua pesquisa a Feira Mundial de Nova York de 1964, evento que apresentou ao mundo um cenário futurista promissor, jamais concretizado. Ao acessar suas próprias memórias – as memórias de um garoto de seis anos que esteve visitando a feira com sua família, cujo pai era um grande entusiasta do ideário estadunidense li propagado –, ele alcança a proximidade que lhe permite lançar mão de certa dose de ironia em sua análise, apresentando de imediato o caráter da sua abordagem: uma análise política das tecnologias que desembocaram na invenção da Internet e de seus usos no presente, desvelando ideologias e interesses existentes por trás de seu desenvolvimento, para chegar à constatação de que a humanidade ainda precisa apropriar-se dessa grande ferramenta de produção e circulação de conhecimento, em seu potencial de construção de novos cenários políticos e sociais no mundo globalizado.
Considerando desde a Revolução Industrial à queda do comunismo no Leste Europeu, demonstra como os líderes dos negócios e os líderes ideológicos aplicaram uma visão cuidadosamente orquestrada de um futuro imaginário, no qual os robôs executariam tarefas domésticas enquanto faríamos turismo a bordo de maravilhosos foguetes espaciais. Com os Estados Unidos na vanguarda dessas promessas, na verdade apresentando embalagens atraentes para investimentos bélicos devido a corrida tecnológica durante a era da Guerra Fria, Barbrook mostra como forças políticas se juntaram para desenvolver novas tecnologias da informação, pretendendo criar um modelo de uso sobre estas e a Internet.
Da Feira de Nova York aos dias de hoje, Barbrook percorre um longo caminho, em que destrincha para o leitor cada passo do desenvolvimento tecnológico, assim como apresenta seus precursores e responsáveis por conceitos hoje tão populares como “cibernética” e “aldeia global”: os cientistas e pensadores que transitaram pelas vias velozes da informação e da cibernética. O momento histórico, o pensamento político e todo o contexto mundial em que os pesquisadores estavam inseridos são bem aprofundados: o que os levaram a desenvolver suas pesquisas? A quais interesses estavam ligados? Quais eram as suas motivações? Em que acreditavam? Como desvelar as ações humanas por trás de conceitos científicos supostamente “neutros”, “imparciais”?
“Futuros imaginários” é uma obra interessante pela abordagem escolhida e também pela forma como ela é realizada: o autor alia, à postura rigorosa do especialista, a postura política radical e ao mesmo tempo renovadora, oferecendo argumentos para aqueles que se preocupam com o afastamento entre tecnologia e política. O novo título irá agradar tanto intelectuais quanto os cibernautas, incentivando-os a tomar conhecimento da história política da Internet. Barbrook desafia as novas gerações a apropriarem-se do poder da Internet, a resistir à política do status quo e a utilizar a ferramenta política mais poderosa do mundo para dar forma ao seu próprio destino. Sua mensagem: se nós não queremos que o futuro seja o que ele costumava ser, precisamos, sim e desde agora, inventar o nosso próprio futuro.
“Há um tom e um sentimento de guerrilha urbana neste livro com uma mensagem
ambiciosa a ser destacada. Ele é fantasticamente radical, porque nos lembra do que poderia ter sido e do que ainda pode acontecer... Muitos escritores da Internet
adotam uma posição apolítica, mas Richard nos mostra o oposto
– que as questões mais importantes da esfera política em nosso tempo estão
relacionadas a ela.”
(Simon Schaffer, professor da Universidade de Cambridge e apresentador da BBC.)
Sumário:
Prefácio de Heloísa Buarque de Holanda e Des).(centro - A classe do novo
01 O futuro é o que sempre foi
02 O século estadunidense
03 A computação da Guerra Fria
04 A máquina humana
05 Supremacia cibernética
06 A aldeia global
07 A esquerda da Guerra Fria
08 Os poucos escolhidos
09 Trabalhadores livres na sociedade afluente
10 Os profetas do pós-industrialismo
11 A estrada estadunidense para a aldeia global
12 O líder do mundo livre
13 O grande jogo
14 A invasão estadunidense do Vietnã
15 Aqueles que esquecem o futuro estão condenados a repeti-lo
Referências
Sobre o autor: Richard Barbrook
Dr. Richard Barbrook é professor, pesquisador e conferencista do curso de Hipermídia da Universidade de Westminster (Londres, Reino Unido). Autor de influentes ensaios sobre o confronto entre comércio e cooperação dentro da Internet, incluindo “A economia da dádiva da alta tecnologia”, “Ciber-comunismo”, “A regulação da liberdade”, "A classe do Novo" e, com Andy Cameron, “A ideologia californiana”.
Sobre o grupo tradutor: Des).(Centro - A Classe do Novo
A adaptação de “Imaginary Futures” foi realizada por pesquisadores do Des).(Centro, em colaboração direta com Richard Barbrook. O autor doou ao grupo a propriedade intelectual da versão em português para que possam realizar ações sintonizadas com os ideais e objetivos que embasam seus trabalhos, como disponibilizar a obra gratuitamente na Internet.
A Classe do Novo é formada por Adriana Veloso, Alexandre Freire, Elisa Tkatschuk, Giuliano Djahjah Bonorandi, Guilherme Soares, Letícia Canelas, Lúcio de Araújo, Ricardo Ruiz, Rose Marie Santini, Sálvio Nienkötter, Simone Bittencourt, Claudia Washington, Tatiana Wells, Thiago Novaes e Wanderllyne Selva.
O Des).(centro – plataforma para agregação de projetos e pesquisas desenvolvidas ou em desenvolvimento – se divide em pesquisas e cooperações técnicas, festivais, seminários e encontros (como o “Mídia Tática Brasil”, realizado na Casa das Rosas, em 2003, com a presença de Barbrook e do então Ministro da Cultura, Gilberto Gil, alcançando grande repercussão; o festival “Submidialogia” e o “Cibersalão”), além de itinerâncias interterritoriais, oficinas aplicadas e publicações editoriais, como é o caso do livro “Futuros Imaginários”.
Para o grupo, o livro representa uma oportunidade de exercitar o processo colaborativo que Richard Barbrook procura elaborar e defender. A edição foi feita por todos, em um trabalho inédito e desafiador, que gerou grande aprendizado a ser aproveitado nas próximas traduções.
O grupo buscou, também, oferecer aos leitores em língua portuguesa uma revisão cuidadosa da bibliografia do autor, com referências em português sempre que os livros citados por Barbrook foram encontrados em nossa língua.
Sobre a Editora: Peirópolis
A Editora Peirópolis foi fundada em 1994, como unidade de sustentabilidade da Fundação Peirópolis, entidade criada com a finalidade de divulgar o programa de Educação em Valores Humanos, adaptado à realidade brasileira por uma equipe de mais de 60 acadêmicos das melhores universidades brasileiras.
Após partir de conteúdos diretamente relacionados à sua origem, a Editora passou a ampliar seu foco, desenvolvendo linhas editoriais diferenciadas, afinadas com sua missão de reconhecimento da diversidade cultural e dos valores comuns a todas as culturas e tradições. Assim, busca formas renovadas de trabalhar os temas transversais da educação, como ética, cidadania, pluralidade cultural, desenvolvimento social, ecologia e meio ambiente, sempre aplicando a eles uma visão transdisciplinar e integrada.
Como editora nascida de uma organização não-governamental, a Peirópolis tem participado ativamente do crescente movimento de profissionalização do Terceiro Setor e colaborado com ONGs e organizações da sociedade civil na elaboração de material de referência sobre investimento social privado, responsabilidade social empresarial, filantropia corporativa, ética nos negócios e valores humanos nas organizações.
Nesse contexto, a preocupação com a questão das novas mídias e suas implicações em todos os campos da ação humana justificou a criação da linha editorial “Cultura e mídias”. “Futuros imaginários” será o quarto título dessa linha editorial, e sintoniza-se com a proposta de buscar abordagens diferenciadas para questões urgentes do mundo atual.
Cronograma de trabalho:
Outubro / Novembro 2008:
20/10/08 a 20/11/08 – Preparação de originais: revisão e leitura final do grupo antes de passar à diagramação. Articulação dos diversos eventos do lançamento, parcerias e agenda de Barbrook e acompanhantes.
30/10/08 à 10/10/08 - Entrega do prefácio do autor e do grupo, tradução do prefácio do autor
Novembro / Dezembro 2008:
20/11/08 a 20/12/08 – Diagramação. Articulação dos diversos eventos do lançamento, parcerias e agenda de Barbrook e acompanhantes
Dezembro 2008 / Janeiro 2009:
20/12/08 a 20/01/09 – Revisão da prova diagramada: última leitura detalhada por parte do grupo e da editora.
Janeiro 2009:
20/01/09 a 05/02/09 – Emendas.
Fevereiro 2009:
05/02/09 – Fechamento de arquivos e última checagem.
20/02/09 – Entrada em gráfica
Março 2009:
20/03/09 – Saída de gráfica.
Abril 2009:
? – Mega tropical-tour
Devemos seguir o formato do Cybersalão, sempre aliar uma apresentação à festa. Em Universidades podemos fazer um seminário do autor ou debate sobre o tema. Em livrarias, entrevistas com o autor e sessões de autógrafo.
Durante o tour Richard, Ilze e talvez mais membros do WarGames viajam em companhia de uma tradutora e mantêm um blog com textos e videos.
Barbrook gostaria de achar uma instituição de arte moderna em SP ou no Rio para hospedar a exibição "War Games" durante abril. Além disso eles gostariam de fazer uma performance do jogo durante o lançamento e possivelmente levar uma versão mais leve da instalação para apresentar em outras instituições durante o tour.
Além disso, pensamos pesquisar os detalhes históricos historical da Ação Libertadora Nacional contra o Exército Brasileiro e a polícia secreta liderada por Carlos Marighella em 1967-8 para fazer uma performance onde a batalha é re-encenada com bonecos.
http://www.copplestonecastings.co.uk/
Em paralelo, ambos os jogos seriam uma boa maneira de representar os acontecimentos da Europa e América Latina neste período. "It might also amuse the 68ers who are now respectable PT politicians to play with toy soldiers of themselves as youthful revolutionaries!"
http://br.monografias.com/
http://www.midiaindependente.
http://www.ternuma.com.br/mar.
Orçamento |
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Passagem de ida e volta |
| 2 | 2.500,00 | 5.000,00 |
SAO-POA-SAO |
| 3 | 800,00 | 2.400,00 |
São Paulo - Campinas - SP |
| 3 | 600,00 | 1800,00 |
SÃO-Rio |
| 3 | 350,00 | 1.050,00 |
Rio-BH |
| 3 | 450,00 | 1.350,00 |
BH-DF |
| 3 | 450,00 | 1.350,00 |
DF-Salvador |
| 3 | 500,00 | 1.500,00 |
Salvador-Recife |
| 3 | 350,00 | 1.050,00 |
Recife-SÃO |
| 3 | 800,00 | 2.400,00 |
Subtotal 1 |
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| 17.900,00 |
DJs para festas | 1 | 4 | 450,00 | 1.800,00 |
Diárias de alimentação | 30 | 3 | 50,00 | 4.500,00 |
Diárias de transporte local | 30 | 1 | 100,00 | 3.000,00 |
Diárias de hotel | 30 | 2 | 100,00 | 6.000,00 |
Diária da tradutora | 30 | 1 | 100,00 | 3.000,00 |
Subtotal 2 |
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| 18.300,00 |
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TOTAL |
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| 36.200,00 |