Políticas públicas, o afeto e as artes de fazer

Título do Projeto de Pesquisa em Andamento:

GAMB+i - Grupo Autodidata de Metodologias Bem + Inteligentes

Bolsista:
Ricardo Ruiz Freire

Coordenadores:
Alexandre Freire da Silva
Guilherme Soares
Paulo José Lara
Thaís Britto

Instituição:
Descentro - nó emergente de ações colaborativas

Período:
01/01/2009 a 01/07/2009    

 

 

Desejo liberto quer dizer que o desejo sai do impasse do fantasma individual privado: não se trata de o adaptar, de o socializar, de o disciplinar, mas de o ligar de tal maneira que o seu processo não seja interrompido num corpo social, e que produza enunciações coletivas.”

Gilles Deleuze

 

 

 

Do objeto: Processos de imersão, o afeto e as artes de fazer.

 

No primeiro capítulo de seu trabalho A invenção do cotidiano, Michel de Certeau, tal como Wittgenstein, se reconhece “preso” na historicidade lingüística comum, combatendo, assim, de um lado, a profissionalização da filosofia, isto é, sua redução ao discurso técnico (positivista) de uma especialidade. De outro lado, combate a avidez metafísica ou a impaciência da ética, sempre inclinadas a subsumir as regras da correção e se expor ao risco do nonsense de seus enunciados e perder a autoridade de seus discursos sobre a linguagem da experiência comum. Combate a presunção que leva a filosofia a fazer “como se” ela desse lugar ao uso ordinário, e supusesse para si mesma um lugar próprio onde pensar o mundo. (CERTEAU, 1990). Discorrendo sobre o discurso do “Cada um” e do “Ninguém” o autor nos salienta que

 

O 'não importa quem' ou 'todo o mundo' é um lugar comum, um topos filosófico. Esta personagem geral (todo o mundo e ninguém) tem como papel dizer uma relação universal das ilusórias e loucas produções escritas com a morte, lei do outro. Ele joga em cena a própria definição da literatura como mundo e do mundo da literatura. Além de não ser mais representado aí, o homem ordinário dá como representação o próprio texto, no e pelo texto (...) Mas quando a escrita elitista utiliza o locutor “vulgar” como travesti de uma metalinguagem sobre si mesma, deixa igualmente transparecer aquilo que se desloca de seu privilégio e a aspira fora de sí: um Outro que não é mais um deus ou uma musa, mas o anônimo. (CERTEAU, 1990).

 

Assim, o discurso analisador e o objeto analisado têm o mesmo estatuto, o de se organizar pelo trabalho de que dão testemunho, determinados por regras que não fundam nem superam. O privilégio filosófico ou científico se perde no ordinário. (CERTEAU, 1990). É a prosa do mundo de que falava Marleau-Ponty.

 

Ao ocupar ao mesmo tempo o papel do filósofo e de seu objeto de análise, ao se tornar ordinário, seu estudo percebe as construções de fenômenos sociais praticadas no cotidiano, no morar, no jogar, no cozinhar, no contar histórias. Nas artes de fazer.

 

Essas maneiras de fazer constituem as mil práticas pelas quais usuários se reapropriam do espaço organizado pelas técnicas da produção sócio-cultural. Elas colocam questões análogas e contrárias às abordadas no livro de Foucault (Vigiar e punir): análogas, porque se trata de distinguir as operações microbianas que proliferam no seio das estruturas tecnocráticas e alteram seu funcionamento por uma multiplicidade de “táticas” articuladas sobre os detalhes do cotidiano: contrárias, por não se tratar mais de precisar como a violência da ordem se transforma em tecnologia disciplinar, mas de exumar as formas sub-reptícias que são assumidas pela criatividade dispersa, tática e bricoladora dos grupos ou dos indivíduos presos agora nas redes da “vigilância”. Esses modos de proceder e essas astúcuias de consumidores compõe, no limite, a rede de uma antidisciplina que é o tema deste livro. (CERTEAU, 1990)

 

Essas táticas, ações calculadas que são determinadas pela ausência de um próprio, não possui condição de autonomia fora de uma delimitação. A tática não tem por lugar senão o outro. A tática é movimento, dentro do campo de visão do inimigo, e no espaço por ele controlado. Ela opera golpe por golpe, lance por lance. Aproveita as ocasiões e dela depende, sem base para estocar benefícios. A tática é a arte do fraco (CERTEAU, 1990). Neste ponto, a tática – que se difere da estratégia pela segunda apontar para a resistência que o estabelecimento de um lugar oferece ao gasto do tempo enquanto a primeira indica uma hábil utilização do tempo, das ocasiões que apresenta e também dos jogos que introduz nas fundações de um poder – foi o caminho seguido por David Garcia e Geert Lovink ao cunharem o quase-termo Mídia Tática, para designar fluxos reativos rizomáticos de pessoas que utilizavam meios de comunicação – de massa ou interpessoais – como forma de expressarem a insatisfação desses mesmos indivíduos frente ao aparelho de Estado e das máquinas capitalistas (DELEUZE, 1973, GARCIA, 1995).

 

No Brasil, esses mesmos movimentos de indivíduos começaram a ganhar força em um cenário nacional a partir do início do novo milênio. Primeiramente como grupos anônimos de pessoas que circulavam entre o pensamento produzido na academia e as experiências empíricas no campo das artes e produção midiática. (FONSECA, 2008, VELOSO, 2008). Fluxos de resistência nômades incitavam uma vez mais o aparelho de Estado. Compreendendo a sociedade civil como parte do Estado ampliado (SILVA, 2008), as forças nomádicas tiveram suas potencialidades focadas e incorporadas rapidamente ao aparelho de Estado, para, como efeito dominó, gerarem mais células nomádicas, para servirem ao Estado, para gerarem novas células nomádicas... (DELEUZE, 1980). A retroalimentação de potencialidades. Táticas e estratégias em circulação.

 

Imersão Deleuziana: um acontecimento, com uma áurea reluzente de ativismo, uma disposição individual ou coletiva que constroem situações de resistência ao aparelho de Estado. Entendemos a imersão como uma percepção sensória dos ambientes construídos ou já existentes. Zona Autônoma Temporária (BEY, 2002). Uma disponibilidade, em engolfamento, um mergulho e se não tiver prudência, um afogamento (BORGES, 2008).

 

Uma imersão coletiva é circunstância rítmica com atuação incisiva sobre os corpos dispostos a vivenciarem a experiência; (...) Cada singularidade tem seu próprio ritmo-base e quando desafiada a imergir coletivamente numa determinada situação, necessariamente vai sofrer modulações de seus dados e interferência dos ritmos existenciais alheios alternando entre sua própria base rítmica e a disritmia . (...) Se Simondon se refere ̈transdução ̈ para dizer da co-constituição produzida entre sujeitos e objetos, poderíamos dizer que: tratamos de novas práticas de “transdução” de redes sociais diferenciadas entre si em contextos imersivos coletivos, a fim de testar linguagens e deflagrar processos de co-constituição. (BORGES, 2008)

 

Uma imersão é a experiência do afeto. Afeto espinoziano, que rompe com a dicotomia racionalista de Descartes opositora do corpo e da alma, para o paralelismo, onde não há uma relação de casualidade entre mente e corpo, havendo, antes, uma relação de concomitância entre os dois, sendo, respectivamente, séries paralelas de Modos de Pensamento e Modos de Extensão, ambas expressões equivalentes à essência da Substância. Tais como as formas geométricas e as fórmulas algébricas, que não se opõe, não influenciam uma à outra mesmo com diferente representação para o mesmo objeto, da mesma forma esses Modos, equivalentes e paralelos, não se comunicam, pois utilizam diferentes linguagens para exprimirem a mesma essência. Para Espinosa, ainda, a essência do homem não é constituída pela sua consciência intelectual, ou pela sua razão, mas pelo seu desejo – o que faz estabelecer conexões entre os corpos, que promovem os afetos, que constitui os indivíduos. E são estas noções de afeto que nos levam ao conhecimento não apenas do outro, mas de nós mesmos (GOMES, 2008). Ambientes imersivos e afetivos de células nomádicas em oposição ao aparelho de Estado. Davi e Golias. Imersões em que o eu, como a física contemporânea, não pode mais ser dividido em unidade independente. Processo de subjetivação a partir da consciência da existência do Outro, da alteridade (GOMES, 2008). Afeto como agente de irradiação de células nômades. Sobre a construção dessas novas células de nomadismo em oposição ao aparelho de Estado a partir do pensamento e da práxis existentes em ambientes imersivos afetivos recai o interesse de nossa pesquisa. Como bons e maus encontros, segundo o pensamento espinoziano, se dão em imersões eu-outro e interferem na própria estrutura do aparelho de Estado?

 

É preciso fazer o múltiplo, não acrescentando uma dimensão superior, mas, ao contrário, da maneira simples, com força de sobriedade, no nível das dimensões que se dispõe, sempre n – 1. (...) Subtrai-se o único da multiplicidade, a ser constituída. (DELEUZE e GUATTARI, 1997, p. 14, v.1)

 

Dos objetivos:

São objetivos dessa pesquisa, refletir:

  1. sobre como afeto e as artes de fazer se dão em ambientes imersivos e;

  2. como esses sistemas imersivos afetivos podem ser utilizados como metodologia de implementação de programas e políticas públicas que necessitam alcançar um tão híbrido conjunto de indivíduos sob um mesmo Estado-nação.

 

Da justificativa:

Nos últimos anos, o Brasil assumiu um papel de destaque no contexto internacional do software livre. O governo federal apresentou um posicionamento público de defesa da adoção de software livre em diversos projetos. (FREIRE, 2006). Iniciativas de desenvolvimento de programas de computação mesclavam-se com hordas de ativistas em mídia fortalecendo movimentos de democratização da comunicação. A repercussão no exterior foi tal ao ponto de a revista Wired retratar o país como uma "Nação Open source" (WIRED, 11/12/2004). Em eco ao pensamento de Gilbert Simondon, Richard Barbrook, Gilles Deleuze e Félix Guattari, Donna Hanaway, Marshall McLuhan, Laymert Garcia dos Santos, Manuel Castells entre outros, novas metodologias para troca de conhecimentos, sejam eles práticos ou teóricos, devem ser experimentadas. Essas metodologias, com base nos autores a serem estudados, buscariam transportar a pessoa à apropriar-se do objeto técnico (e teórico) na cultura como forma de manter a viabilidade das sociedades humanas (DELACROIX, 2008). Num ambiente de esquizofrenia geral (DELEUZE, 1973), o homem se fez sujeito, criou objetos, ameaçou a vida, comprometeu-se. Pensar o eu-outro como o eu. Aqui, a pesquisa se mistura com a prática, se torna objeto (CERTEAU, 1990), na reflexão das diferentes possibilidades para implementação de programas e políticas públicas que propõe uma horizontalização social através da incorporação da tecnologia em diferentes cenários da tão rizomática e ressonante cultura brasileira. Cabe também interrogar-nos sobre a dimensão de tensionamento e de “luta de posições”, sobre as dificuldades potenciais de desenvolver-se cenários rizomáticos e a “arte de fazer” histórica das políticas sociais no Brasil. Acreditamos que a forma que se desenvolvem pressupõe um cenário, complexo, de disputa de sentidos. Refletiremos também sobre o que tornou possível tal horizontalização, de onde vem, como é aceita e se é aceita, e como se propaga.

 

A Metodologia:

Além da bibliografia sugerida, tomaremos como estudo a implementação de dois programas governamentais de inclusão digital entre 2004 e 2007: Cultura Digital, do Ministério da Cultura, e GESAC – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, do Ministério das Comunicações. Nesse estudo incluiremos entrevistas não diretivas com envolvidas e envolvidos nesses dois programas - ambos utilizaram metodologias baseadas em processos imersivos - bem como outros e sujeitos que tomaram parte nesses processos. As entrevistas serão gravadas em áudio e posteriormente transcritas. Serão também analisados relatórios e relatos de oficinas e encontros.

 

Do cronograma:

Ano 2009

Ação

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Leitura Bibliográfica

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Entrevistas

 

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Análise de entrevistas e relatórios

 

 

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Dissertação

 

 

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Bibliografia

BARBROOK, Richard. Futuros Imaginarios – das máquinas pensantes à aldeia global. São Paulo: Peirópolis, No Prelo.

BEY, Hakin. TAZ: Zona Autônoma Temporária. São Paulo: Conrad, 2002.

BRUNET, Karla (org.). Apropriaçoes tecnológicas – emergência de textos, idéias e imagens do submidialogia #3. Salvador: EDUFBA, 2008

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano, volumes 1 e 2. Petrópolis: Vozes, 1990.

DELEUZE, Gilles. A ilha deserta. São Paulo: Iluminuras, 2008.

_________ . A lógica do sentido. São Paulo: Perspectiva, 1998.

_________: GUATTARI, Félix . Mil Platôs, volumes 1, 2, 3, 4 e 5. São Paulo: 34, 1997.

ESPINOSA, Barauch de. Tratado Teológico Político. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

_________ . Ética. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

FREIRE, Alexandre: FONSECA, Felipe: FOINA, Ariel. O Impacto da Sociedade Civil (des)Organizada: Cultura Digital, os Articuladores e Software Livre no Projeto dos Pontos de Cultura do MinC. http://www.cultura.gov.br/site/2006/02/22/o-impacto-da-sociedade-civil-desorganizada-cultura-digital-os-articuladores-e-software-livre-no-projeto-dos-pontos-de-cultura-do-minc

GARCIA, David, Fine Young Cannibals, of Brazilian Tactical Media publicado em openflows.org, 10/09/04. http://openflows.org/article.pl?sid=04/09/1a0/167212&mode=thread&tid=23

______: LOVINK, Geert. The ABC of Tactical Media. http://amsterdam.nettime.org/Lists-Archives/nettime-l-9705/msg00096.html

GOMES, Morgana Barbosa. Intersubjetividade Corporal: Aspectos filosóficos da intercoporiedade e a construçao de uma etica afetiva nas experiencias do Corpus Ritualis. Dissertação de Bacharelado. Vitória da Conquista: UESB, 2008.

MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo: Cultrix, 1968.

ROSAS, Ricardo. The Revenge of Low-tech: Autolabs, Telecentros and Tactical Media in São Paulo. Sarai Reader 2004. New Delhi: Sarai, 2004.

WIRED, We Pledge Allegiance to the Penguin. Wired Magazine, Issue 12.11, Novembro, 2004.

Bibliografia comentada

Textos relevantes para a pesquisa, comentados de alguma forma:

Deleuze comenta o afeto em Spinoza

"E sobre essa linha melódica de variação contínua constituída pelo afeto, Spinoza irá determinar dois pólos, alegria-tristeza, que serão para ele as paixões fundamentais: a tristeza será toda paixão, não importa qual, que envolva uma diminuição de minha potência de agir, e a alegria será toda paixão envolvendo um aumento de minha potência de agir. Isso permitirá que Spinoza, por exemplo, realize uma abertura em direção a um problema moral e político muito fundamental, que será sua própria maneira de estabelecer o problema político: como acontece que as pessoas que têm o poder, não importa em que domínio, tenham necessidade de afetar-nos de uma maneira triste? As paixões tristes como necessárias: inspirar paixões tristes é necessário ao exercício do poder. E Spinoza diz, no “Tratado teológico-político”, que esse é o laço profundo entre o déspota e o sacerdote: eles têm necessidade da tristeza de seus súditos. Aqui, vocês compreenderão com facilidade que ele não toma "tristeza" num sentido vago, ele toma "tristeza" no sentido rigoroso que ele soube lhe dar: a tristeza é o afeto considerado como envolvendo a diminuição da potência de agir. "



"Enquanto autômatos espirituais, há o tempo todo idéias que se sucedem em nós, e de acordo com essa sucessão de idéias, nossa potência de agir ou nossa força de existir é aumentada ou é diminuída de uma maneira contínua, sobre uma linha contínua, e é isso que nós chamamos afeto [affectus], é isso que nós chamamos existir. "


"Spinoza quer dizer algo muito simples, que a tristeza não torna ninguém inteligente. Na tristeza estamos arruinados. É por isso que os poderes têm necessidade de que os súditos sejam tristes"


"Num afeto de alegria, portanto, o corpo que o afeta é indicado como compondo a relação dele com a sua, ao invés da relação dele decompor a sua. Desde então, alguma coisa irá induzi-lo a formar a noção do que é comum ao corpo que o afeta e ao seu, à alma que o afeta e à sua. Nesse sentido, a alegria torna inteligente."


"Spinoza propõe o inverso: ao invés de fazer o somatório de nossas tristezas, tomar uma alegria como um ponto de partida local, à condição que sintamos que ela nos concerne verdadeiramente. Em cima disso forma-se a noção comum, em cima disso tenta-se ganhar localmente, estender essa alegria. É um trabalho para toda a vida. Tenta-se diminuir a porção respectiva de tristezas face à porção respectiva de uma alegria,"


"A única coisa que conta são as maneiras de viver."


"Mas para além das relações características existe ainda o mundo das essências singulares. Então, quando formamos aqui idéias que são como puras intensidades, onde minha própria intensidade irá convir com a intensidade das coisas exteriores, nesse momento se dá o terceiro gênero porque, se é verdade que nem todos os corpos convém uns aos outros, se é verdade que, do ponto de vista das relações que regem as partes extensas de um corpo ou de uma alma, as partes extensivas, nem todos os corpos convém uns aos outros, todos eles serão concebidos como convenientes uns aos outros se vocês chegarem a um mundo de puras intensidades. Nesse momento, o amor que vocês têm por si mesmos é ao mesmo tempo, como diz Spinoza, o amor às outras coisas, é ao mesmo tempo o amor de Deus, é o amor que Deus tem por si mesmo, etc."

 

aula proferida em 24/01/78. 

Extraído de http://www.webdeleuze.com/php/texte.php?cle=194


Arquivo .rtf anexado:

Metodologia de Oficinas Presenciais

De Adriana Veloso
É bom frisar que depois de um curto período de estranhamento e até oposição aos métodos pedagógicos usados pelos amigos da cultura digital nas primeiras oficinas de "metareciclagem e conhecimentos livres" percebemos que na verdade eles atuavam como os nossos mestres das culturas populares, apesar da diferença de idade e da forma de vestir... Pois não vinham com apostilas nem estabeleciam padrões do tipo: certo ou errado, pelo contrário, estimulavam o erro como forma de aprendizagem... e sem limites de tempo se dispunham a colaborar, convivendo, construindo o novo saber/fazer, para além da pura técnica e ao encontro da "comunhão" da celebração e do compartilhamento do prazer de estar vivo em construção" (Chico Simões, Ponto de Cultura Invenção Brasileira, em entrevista a nós, 2008). 

Mutirão da Gambiarra #1

"Aqui em Terezina - Piaui, tá rolando o barato mais louco que eu já vi e participei na 

minha vida. Alguns Pontos de Cultura do Sul Sudeste e principalmente do Nordeste, estão 

reunidos no Centro de Referência da Cultura Hip Hop, sede nacional do MHHOB em um 

treinamento de METARECICLAGEM DE COMPÚTADORES. São varias oficinas que 

vão alem da inclusão digital,a rapaziada que está aqui vai aprender a montar e desmontar 

o Micro, instalar programas de soft livre, captação e produção de audio, Xilogravura, 

instalar computadores em rede, operação de sistemas, metarecilcagem entre outros. "A 

RAPAZIADA VAI SAIR DA QUI FERA EM COMPUTADORES". Ontem chegou uma 

carreta cheia de computadores para serem reciclados, (EU NUNCA VI TANTO 

COMPUTADOR NA MINHA VIDA), com os computadores reciclados será formado 

dois telecentros no Centro de Referência da Cultura Hip Hop do Piaui, que aliais, é o 

maior espaço fisico de Hip Hop que existe no Brasil e talvés na America Latina. Todos os 

computadores serão reciclados e grafitados o que vai dar uma nova aparencia ao MICRO. 

Ontem participamos de uma solenidade onde estava presente o Govenrador, Secretário de 

Educação do Estado do Piaui, Representante do MINC e do Ministerio das Comunicações 

e um represntante do MHHOB, e nessa semana Celio Túrino que é o idealizador do 

Projeto Ponto de Cultura vai tá aqui tirando duvidas sobre os pontos que ainda não 

chegaram. São 120 pessoas que estão aqui representando os diversos Pontos de Cultura 

espalhados pelo pais e a ideia é que todos participem de todas oficinas que começaram no 

dia 25/07 e vão até o dia 05/08 /05. (São dez dias de capacitaçaõ em soft ware). A 

realização deste evento está sendo feita pela Associação de Hip Hop Piauiense, MHHOB 

- Movimento Hip Hop Organizado Brasileiro, Governo do estado do Piaui, Ministerio da 

Cultura e Ministerio das comunicações. Como a Posse de Hip Hop Lelo Melodia tem um 

ponto de cultura aprovado pelo MHHOB, eu e Edcelmo estamos participando deste 

evento. Pelo menos para mim é muito bom ver o meu sonho sendo realizado aqui no 

Piaui, os caras têm uma escola que ocuparam e ganharam um comodato por cinco anos do 

governo para trabalhar com Hip Hop. São 20 salas de aulas além de auditorio, cuzinha, 

banheiros, studio etc... No decorrer da semana eu mando mais informações. Elienio 

Angelo Posse de Hip Hop Lelo Melodia MHHOB - Movimento Hip Hop Organizado 

Brasileiro"


em http://mutirao.metareciclagem.org/files/mutirao_01_beta_2.pdf (arquivo anexado) - pg. 74

Entrevistas

Entrevistas realizadas durante a pesquisa:

Entrevistando a Crise: Políticas de Incentuivo à arte durante a Crise

Interviewing the Crisis 2 con Ricardo Ruiz - Descentro (Brasile)

pubblicato: martedì 24 febbraio 2009 da penelope.di.pixel in: Interviste


Eccoci arrivati al quesro appuntamento di “Interviewing The Crisis 2″. Questa volta i spostiamoin Brasile con Ricardo Ruiz, fra i promotori del progetto Des).(centro. Voglio innanzi tutto dire cosa mi ha colpito dell’intervista: un’analisi lucida e storica delle crisi economico-finanziarie che dagli anni ‘80 ad adesso il brasile ha attraversato. Scorrendo i dati e le oscillazioni dell’inflazione, si tocca con mano la sensazione di come la crisi sia una costante: “di cosa stiamo parlando?” si chiede in fondo Ricardo ed è difficile dargli torto. Se nelle economie dei paesi “in via di sviluppo”, per una serie di motivazioni articolate e complesse, queste percezione è drasticamente netta, anche per le economie “avanzate” si può e deve parlare di crisi sitemica, come abbiamo avuto modo di intravedere nelle scorse interviste. Mentre personalmente non posso fare a meno di ripensare al mondo descritto nel celebre 1984 di Orwell, dove guerre, crisi e carestie sono il frutto di manipolazioni mediatiche ad opera delle oligarchie al potere, rispetto ad una “realtà” sostanzialmente immutata…

Ma tornando all’intervista, Ricardo Ruiz ci racconta di un Brasile la cui forza è essere un enorme produttore di contenuti (culturali) ed è in questo che individua la forza del paese, dove la presidenza Lula per la prima volta sembra aver introdotto politiche sociali, economiche e culturali riversando finanziamenti su pezzi di società che mai erano stati presi in considerazione. Frattanto, la storia di Des).(Centro si intreccia in modo particolare con un altro protagonista della politica brasiliana, l’ex ministro della cultura e cantautore Gilbero Gile con il programma di inclusione digitale, nato nel quadro di Cultura Viva, un più vasto programma di inclusione sociale. Parliamo dei Pontos de Cultura, dove arte, produzione culturale, nuove tecnologie e comunità locali incontrano la filosofia del software libero, per dare avvio ad un’insolita collaborazione fra istituzioni e gruppi indipendenti… Questo ve lo racconta meglio Ricardo con le sue parole e le storia che ha vissuto in prima persone. Sicuramente Des).(Centro è una delle eredità più tangibili e significative di quell’esperienza nata esviluppatasi fa il 2002 e il 2005/2006, come network autonomo di ricerca e produzione.

Attualmente il loro progetto “The HOuse of Happyness” è stata selezionato per l’edizione del Frestival Transmediale e presentato a Berlino proprio a Frabbraio. Per il resto, l’unico dato ostico, forse perché antropologicamente e culturalmente non traducibile, è il concetto di gioia e “saudde” che afffiora a più riprese nell’intervista, ma che attraversa trasversalmente l’intera cultura brasiliana.

[Foto in alto: reportage da Submidiologia 2]

Ricardo Ruiz, Descentro (Brasile): presentazione con i lettori italiani

Des).(centro è un’organizzazione decentralizzata, responsabile fra le altre cose della conferenza “Submidiologia”. Descentro è il riultato di un dialgo fra i membri di Matariciclagem, Articuladores, RadioLivre, Midia Ttica e altri gruppicon il supporto della piattaforma Waag/Sarai - un iniziativa che ha messo in contatto le principali organizzazioni di media culture in Olanda e India, per sette anni a partire dal 207. Dalla fine di questo programma, abbiamo ottenuto un’allocazione di fondi attraverso visite di esperti brasiliani a Delhi, un workshop ad Amsterdam, e una pubblicazione (curata da Ricardo Rosas), uscita alla fine del 2008. I membri di Des).(centro, che vivono in diverse parti del Brasile (10 stati dal sud, sud-est, nord-est e nord) stanno lavorando su progetti che uniscono l’etica e le tattiche dei media liberi con le questioni ecologiche. La loro “House of Happiness” è stata selezionata al Festival Transmediale per l’edizione di febbraio 2009. I suoi membri si sono dedicati alla sperimentazione del mapping, un lavoro che può essere reperito a questo link. Altri sono coinvolti nello sviluppo di politiche pubbliche per l’inclusione digitale del paese e in progtti di ricerca collegati all’acqua, all’ambiente, ai media, alla tecnologia e alla riforestazione. Stiamo anche lavorando allo sviluppo di un laboratorio/spazio di residenza in una località chiamata Bonete sulla costa di San Paulo, la cui economia locale è basata sulla pesca e sul turismo. Vogliamo invitare ricercatori nazionali e internazionali in questo luogo che apre diverse e importanti questioni sulla relazione fra sviluppo socio-tecnologico e ambiente naturale. Altre case come la “Hause of Happiness”, esistono anche a Pipa (RN), Arembepe (BA), Poltal do Sul (PR) a Atins (MA). L’anno scorso, Des).(centro ha pubblicato una rivista on line (Cadernos submidiáticos) e ha pubblicato un libro (”Net Cultura 1.0. Apropriações Tecnológicas and Futuros Imaginários, Brazilian version of Richard Barbrook´s Imaginary Futures”). Possiamo posizionare l’inizio della nostra ricerca intorno al 2002, con la diffusione di concetti e idee sulla democratizzazione dei nuovi media per creare una massa critica intorno alla costruzione comune di politiche publiche sui nuovi media, internet e sull’incluione digitale. I suoi membri, che hanno contribuito alla diffusione di queste idee in tutto il paese (siamo stati responsabili di molti programmi governativi come di iniziative indipendenti nel corso di 5 anni) sono adesso persone chiave nello sviluppo di queste politiche all’interno del governo brasiliano.

Bene, questo è un documento preconfezionato, ma è solo perché non mi piace molto parlare di noi. Ma l’articolazione che ha permesso di sviluppare Des).(centro è nata insieme a iniziative come il programma Pontos de Cultura del ministero della cultura brasiliano, che qui ci interessa molto :)

- Il Brasile è considerato come una delle economie più dinamiche dei paesi in via di sviluppo, suscitando l’interesse di soggetti internazionali a causa delle sue risorse naturali, ma anche del suo enorme mercato potenziale e delle possibilità di investimento. Un paese, non c’è bisogno di ricordarlo, con profonde contraddizioni, conflitti e fermenti culturali e politici. In questi anni, dalla presidenza Lula a Porto Alegre, il Brasile è diventati per moltissimi nel mondo il simbolo di “un nuovo mondo possibile”. Dal tuo punto di vista, quali sono i sintomi, le caratteristiche e le ripercussioni della crisi finanziaria nel vostro paese?

Avete tralascito un aspetto: un paese con un incredibile produzione artistico-culturale. E in un epoca l’informazione è denaro., il Brasile è un produttore. Ma parliamo della crisi.

Molti sforzi sono stati fatti dal governo Lula per creare risorse territoriali e una finanza migliore in Brasile. Gli interventi governativi, per molti versi, sono stati realizzati in posti dove il governo non era mia stato. Parliamo di progetti assistenziali, programmi infrastrutturali, culturali (come i pontos de cultura e altre iniziative) etc… e un buon sostanzioso ammontare di risorse è stato investito in favore di soggetti che mai erano stati presi in considerazione prima (chi se ne frega se non esistono assistenza, infrastrutture, salari, studi etc…). E, prima di queste alternative sulla distribuzione delle risorse, abbiamo avuto molte crisi, alcune delle quali da USA, Europa, o Giappone che sarebbero state fatali:

1980-1985 - Plano Cruzeiro (21 anni dopo il militarismo o 50 dopo il keynesismo) - inflazione 16 %/mese o 500% /anno
1986 - Plano Cruzado inflazione 20% /mese
1987 - Plano Cruzado II - inflazione 16,8% /mese
1987 - Plano Bresser - inflazione 14% /mese
1988 - Plano Bresser (Maílson da Nóbrega) - inflation 18 % / mês
1988 - OTN - inflazione 28,8% /mese
1989 - Plano Verão (Cruzado Novo) - inflazione 26 % /mese
1990 - Plano Collor - inflazione 4,5% /mese (rottura dell’industrializzazione: minus 26% - Zélia Cardoso de Mello - http://www.youtube.com/watch?v=7KHza2R-C-E&feature=related - Olha o cruzeiro de volta! nell’arco di una giornata, nessuno in Brasile aveva più di 10.000 dollari in banca. Tutto sarebbe stato utilizzato dal governo e restituito alla popolazione in un anno con 12 rate… ci credete?)
1994 - Plano Real (URV)

Adesso meno: -> http://www.youtube.com/watch?v=oKcbnQ7ga0c&feature=related

Di quale crisi stiamo parlando? “que bloco é esse? eu quero saber!”

Alla fine gli impatti si avvertono: la disoccupazione è leggermente aumentata rispetto agli ultimi 10 anni, e molte cose stanno succedendo nelle regioni senza soldi:”bene, ti do metà dei soldi fra un mese, e e poi restituisci i soldi a qualcuno due mesi dopo e così via…”. Cose comuni delle economie subtropicali. Ma non sembra così difficile da affrontare. A conti fatti, non abbiamo avuto lo stessi tipo di stupidi investimenti che si sono che ha subito l’economia statunitense.

- Nella scorsa legislatura il Ministero della Cultura ha lanciato un programma di inclusione digitale chiamato “Cultura Viva”, incentrato sulla creazione dei Pontos di Culyura, come accennavi sopra un’esperienza nella quale siete stati coinvolti in prima persona: come è nato il programma, come si è sviluppato e quel’è la situazione attuale?

Cultura Viva è un programma di inclusione sociale. prima che Gilberto Gil diventasse ministro della cultura, il paese non aveva mai conosciuto investimenti nella cultura popolare. Il mio punto di vista è che tutti gli investimenti nella cultura (cultura può significare arte in inglese, ma anche conoscenza… ovvero lo stesso significato di art cuncil in Inghilterra), quando esistevano, erano orientati alle grandi produzioni cinematografiche, o sul carnevale di Rio, o ancora mega concerti. ma il Brasile non è fatto di questo tipo di produzione artistica. Non solamente.
basta solo pensare che la samba è molto molto diversificata ed è ballata in ovunque nel paese, specialmente nelle famiglie. E si tratta solo della samba. C’è il coco, il maracatu, boi, congo, congada, boizada, guitarrada… E ancora teatro di strada, produzioni indigene, film indipendenti, innumerevoli musicisti (certe volte penso che siamo tutti musicisti!)… Quindi, per democratizzare l’accesso alla produzione artistica, il processo e un programma di inclusione sociale. I pontos di cultura erano una parte del programma, e l’inclusione digitale, parte dei pontos de cultura, chiamata Cultura Digital. Il programma è nato intorno al 2002/2003. Noi (e stiamo parlando di forse 400 persone) abbiamo organizzato Midia Tatica Brazil Festival come parte di Dutch Next 5 Minutes 4, un laboratorio di Midia Tatica molto intenso al centro di San Paulo. In quell’occasione, Claudio Prado, coinvolto nel progetto in quanto amico di Gliperto Gil e catalizzatore di idee, ha chiamato gli organizzatori principali a fare una chiacchierata a casa sua sul progetto BAC. Era la prima volta che ne sentivo parlare. In seguito, abbiamo sviluppato un altro laboratorio di media tatica, della durata di 6 mesi per 300 ragazzi e ragazze nelle periferie di S. Paulo - aree violente e povere. Lo abbiamo chiamato Autolabs: esistono due testi eccellenti in inglese sull’iniziativa scritti da Ricardo Rosas. Questo è stato l’embrione, in un certo senso, dei Pontos de Cultura. Abbiamo iniziato così una discussione su una mailing list per l’implementazione dei media center nel paese, che utilizzassero software libero e dessero acesso a internet per distribuire i loro contenuti culturali. Dopo un anno e mezzo di discussione sulla mailing list, siamo potuti entrare nel ministero per implementare il progetto.

Il processo di implementazione è stato bellissimo. Mi ricordo del secondo incontro con Gil, che ci ha chiesto: “Ok, sembra interessante, e posso immaginare il tutto in funzione (abbiamo registrato Maquina de Ritmo, una nuova canzone distribuita in creative commons), ma come insegnare a donne analfabete di 60 anni? o a comunità indigene nel loro linguaggio?”. Con questa domanda in testa, abbiamo iniziato tutta una serie di workshop con l’obiettivo di creare dei “replicatori” all’interno delle comunità locali, e prepararli a utilizzare le tecnologie. Di seguito, workshop locali per rafforzare le conoscenze sul software libero e sulla produzione multimediale. I workshop erano dei grandi parties, comunità culturali, famiglie… Li radunavamo, suobavamo i tamburi, cantavamo, ballavamo, registravamo e distribuivamo, bevevamo e dormivamo per terra, ridevamo, eravamo stramati e ci svegliavamo come nuovi. Sorrisi, Sorrisi… E con nostra sorpresa (ma nemmeno tanta), le ideologie dietro le tecnologie libere venivano interiorizzate, replicate, vissute… nomadi alla stato macchinico di Deleuze. Molte articolazioni … Molti meeting, molti workshop, Dopo questo è arrivata la produzione musicale, i video, e così via. Non era altro che lo stato a dettare la cultura. Era lo stato a democratizzare l’accesso a differenti aspetti dell’arte: processi, investimenti, politiche, felicità, piacere - amore, diversità. Amore.

Adesso i Ponto de Cultura sono diventati un programma nazionale, molte regioni stanno creando le proprie call per i pontos de cultura, molte li hanno già (Bahia, Pernambuco, Minas…). Molti altri programmi di inclusione digitale adesso stanno mettendo in comune le proprie idee, direttive, workshop. Il processo di implementazione è stato fatto da persone che si conoscevano e che hanno conosciuto le persone in spazi e in relazioni informali e amicali. Ci mancano le persone negli spazi in cui abbiamo lavorato. O, usando una parola perfetta nel linguaggio partoghese: “saudade! ah, essa língua da luz, a lusitana! O fado, o mar e os lusíadas!”.

Le politiche pubbliche sulla cultura digitale sono state scritte adesso, e l’obiettivo è di riunire le opinioni del maggior numero di persone coinvolte nel processo: pochi stati-nazione hanno l’opportunità di creare le loro politiche pubbliche iniziando dai bisogni della popolazione. Alla fine in Brasile.

- Uno degli obiettivi principali dei Pontos di Cultura è il supporto alla produzione artistica e culturale delle comunità locali, attraverso il networking e la tecnologia. Secondo te, il programma ha avuto successo? Quale tipo di processo culturale, antropologico, economico e politico sviluppato dal programma è stato il più significativo? Come e perchè le tecnologie possono abilitare innovazione e cambiamento?

Penso di aver risposto alla domanda nella precedente risposta, ma penso anche che il processo più significativo a livello culturale, antropologico, economico e politico sviluppato nel programma sia la felicità. Non solo i pontos de culura, ma anche il programma GESCA del ministero delle Comunicazioni e della Saluteha avuto un processo di implementazione interessante (e felice). La tecnologia è stata compresa nel suo complesso. Il governo ha appreso dai molti. Molti hanno iniziato a creare i loro partiti politici; altri a pubblicare i loro contenuti (i mass media in Brasile, come credo ovunque, sono un incubo). Molti sono diventati attori sociali e artistici. Molte sono state le discussioni avviate. E molti sono stati i sorrisi, le feste, la comprensione. Molti i sentimenti coinvolti. O, come direbbe Spinoza, molti buoni incontri. Molti buoni incontri. E, credendo nello scenario micropolitico, abbiamo veramente bisogno di più felicità nel mondo.

- Secondo te, in che modo l’arte e le pratiche legate alla cultura digitale possono abilitare modelli validi e alternativi a quelli esistenti, a livello economico, antropologico e sociale? Esistono esperienze in Brasile che ti piacerebbe descrivere per supportare la tua visione?

Capire le ideologie e le partiche che stanno doetro la cultura digitale per implementare ciò come processo politico. La de-centralizzazione, l’investimento nelle iniziative locali per sviluppare modelli di sostenibilità, sistemi di fiducia, condivisione di conoscenza e di gioia.

Mi ricordo di un libro di Johnny Jordan che ho letto: “Resistence is the secret of joy”. Pensavo che qyesta frase fosse incredibile. Ora penso che la gioia sia il segreto della resistenza.

—————— ORIGINAL VERSION IN ENGLISH ———————

- Ricardo Ruiz, Des).(centro, Brazil: presentation for the intalian readers

Des).(centro - is a de-centralised organisation, responsible among other things for the Submidialogia conferences. It was formed as the outcome of conversations between members of MetaReciclagem, Articuladores, RadioLivre, Mídia Tática and other groups, and earned seed support from the Waag/Sarai platform - an initiative that connected leading media culture organisations in the Netherlands and in India, for seven years until 2007. Towards the end of this programme, an allocation of funding was made towards visits by Brasilian practitioners to Delhi, visit to a workshop in Amsterdam and towards a publication (which was edited by the late Ricardo Rosas) due for publication in late 2008. Members of Des).(centro who live in various parts of Brazil (10 different states from south, south-east, north-east and north regions) are working on projects combining free media ethics and tactics with ecological concerns. Their Houses of Happiness project was part of the Transmediale Festival in Berlin in February 2009[1]. Its members has been experimenting with ideas of mapping in previous work which can be viewed at http://contexto.descentro.org and http://turbulence.org/Works/mimoSa/ . Others are helping on the development of public policies for digital inclusion in the country, and researching projects which brings together issues related to water, environment, technology, media and reforestation. We are also working on development of a laboratory/residency space in a locality called Bonete off the coast of Sao Paulo state where the local economy is based on fishing and tourism. They aim to invite national and international researchers to spend time at this site which opens up a number of important questions about the interrelationship between socio-technological development and the natural world. More houses like this, the House of Happiness, also exist in Pipa (RN), Arembepe (BA), Pontal do Sul (PR) and Atins (MA). Last year, Des).(centro published online magazines (Cadernos submidiáticos) and printed books (Net Cultura 1.0, Apropriações Tecnológicas and Futuros Imaginários, Brazilian version of Richard Barbrook´s Imaginary Futures). Des).(centro believes their research started in 2002, spreading concepts of media democratization towards new media, to create a critical mass for the common construction of public policies on new media, internet and digital inclusion. Their members, who helped on the de-centralized spread of the idea all over the country (they were responsible for many governmental program as well as independent initiatives during the last 5 years) are now key persons on the development of this polices inside Brazilian government.

ok it is a ready made document, but it is just because i don’t like to talk that much about ourselves. But the articulations to develop descentro started toghether with initiatives like pontos de cultura program of the ministery of culture of brazil, what interest us most in here :)

- Brasil is considered to be one of the most dynamic economies, with a peculiar growth pattern, and it embodies wide interests for international subjects due to its natural resources, for the potential of its markets and for the investment opportunities. A country, needless to say, with deep contradictions, conflicts, cultural and political movement. During these years, from Lula’s presidency to Porto Alegre’s World Forums, it became for many people the symbol of “a possible alternative world”. From your point of view, which are the symptomes, characteristics and repercussions on Brasil of the international financial crisis?

One thing you forgot on the question: a place of an unincredable cultural-artistic production. And, in an era where information is money, Brazil is a content producer. Or a money creator. But talking about crises.

long efforts were made to get a better financial and land resources in brasil during lua’s government. Governmental programs, in many aspects, were in place that governement never were before. So, on assistencialists projects, on huge infrastructure programs, cultural programs (like pojntso de cultura and other inbitiatives) etc a good amount of money were invested on people that never had any investment before. no matter if assistentialism, infrastructure, studies, salaries etc. And, before all these alternatives on incoming distribution, we had lots of crise, that someone from US, Europe or Japan would be dead:

1980-1985 - Plano Cruzeiro (21 years after militarism and 50 after keynesianism) - inflation 16 % /month or 500% /year

1986 - Plano Cruzado iinflation 20% / mês

1987 - Plano Cruzado II - inflation 16,8% / mês

1987 - Plano Bresser - inflation 14% / mês

1988 - Plano Bresser (Maílson da Nóbrega) - inflation 18 % / mês

1988 - OTN - inflation 28,8% / month

1989 - Plano Verão (Cruzado Novo) - inflation 26 % / month

1990 - Plano Collor - inflation 4,5% /month (brake of industrialization: minus 26% - zélia cardoso de mello - http://www.youtube.com/watch?v=7KHza2R-C-E&feature=related - Olha o cruzeiro de volta! overnight, none in brazil had more than 10.000 dolars on banks. everything would be used by government and sent back to population after a year in 12 parts. believe?)

1994 - Plano Real (URV)

know less: -> http://www.youtube.com/watch?v=oKcbnQ7ga0c&feature=related

what crises are we talking about? “que bloco é esse? eu quero saber!”

So, we can feel impacts: unemployee is a little bit higher than the last 1o years, and lots of things are happening in the country without money: “so, i give the money to you in a month and a half, and than you give money to someone two months after and so on…”. quite common around sub>tro[picalized economies. But it doesn’t look so hard to deal. After all, we didn’t had the kind of stupid investment that happened in US economy.

- During the last legislation the Ministry of Culture started the digital inclusion program named “Cultura Viva”, centered around the creation of the “Pontos de Cultura”, an experience in which you were deeply involved: how was the program born and developed and what is its current status?

Cultura Viva is a program of social inclusion. Before Gilberto Gil’s heading the ministery of culture, never the country had investments on grassroots culture. What do i mean: all the investment in culture(culture could be arts in english, but who knows… would be the same as arts council in britain), when happening, were focused on big cinematographics productions, or huge Rio de janeiro Carnaval, or Mega concerts. But brazil is not made of this kind of artistic production. not only. It is just to imagine that samba have many, many, many,many different vertents, is really old, and is played all around the country specially in familiar parties. And we are talking just about samba. There is coco, maracatu, boi, congo, congada, boizada, guitarrada…. And than streets theatre, indiginous productions, independent movies, uncontable musicians (sometimes i think everyone is musician!)…. So, to democraticise the acces to arts production, process, is a social inclusion program. Pontos de cultura was one of the parts of the programs, and the digital inclusion program, part of pontos de cultura, was called Cultura Digital. The program was born maybe in 2002, 2003. We (and we are lots of people, maybe 400) had organized Midia Tatica Brasil festival in sao paulo (http://mtb.midiatatica.info) as part of Dutch Next 5 Minutes 4. A Tactical Media lab very intense on the capital center of sao paulo. On that time, Claudio Prado, also involved on the project as friend of gilberto gil and cathalist of ideas, called the main organizers to talk in his home about BAC projet. It was the first time I heard. After it, we developed another tactical media lab, 6 months longer for 300 hundred boys and girls in peripheries of sao paulo - violent and poor areas. It was called Autolabs (autolabs.midiatatica.info) there are two excellent texts in english about autolabs written by David Garcia and Ricardo Rosas. This was the embryo, in some how, of Pontos de Cultura program. We started a discussion list to talk about the implementation of media centers around the country using free software and getting acces to the internet to distribut their cultural content. After one year and a half developing the program on a discussion list, we could get inside the ministery to implement it.

The implementation process was beautiful. I remember our second meeting with Gil he asked us: “ok, sounds nice, i can seee everything working (we recorded MAquina de Ritmo, a new song distributed on creative commons), but how will you teach illiterate 60 years old women? or indigenous communities on their language? ” With this question in mind, we started a whoile series of regional workshops, with the aim to locate replicators on their communities, and make than ready to play with technology. After, local workshops to strenght the knowledge on freesoftware for media production. And the workshops were all big parties, cultural communities, families…. we gather, play drums and sing and dance and recorded and distributed and dring and sleeped on the floor, and smile, and got tired and woke up brand new. Smiles. Smiles. And, for our surprise (or not that much), the ideologies behiend free technologies were interiorized, replicated, lived… nomads together the deleuzian state-machine. Many articulations on real brazilian cultural blows and institutions and peolpe were happening… many meetings, many workshops. After that, became music production, videos, and so on. It was not any more the state dictating culture. It was the state democraticizing the access to different aspects of arts: process, investments, politics, happiness, pleasure - love diversity. love.

Now Pontos de cultura became a national program, many states are creating their own public calls for pontos the cultura, many already had (bahia, pernambuco, minas…). Many other digital inclusion program are now mixing their ideas, directives, workshops. Implementation process is being doing by people that know each other and know people in spaces ina familiar relation. We miss people on the spaces you work. or, the perfect word on portuguese language: saudades! ah, essa língua da luz, a lusitana! O fado, o mar e os lusíadas!

Public Plicies on digital culture is being written now, and the aim is to gather the opinion of as many involved in te process as possible: few times a state-nation have the opportunities to creat their public policies starting from the needing of the population. At least in Brazil.

- One of the main goals of the Pontos de Cultura is to support the productions and the cultural and artistic processes of local communities, using technology and networking. In your opinion: have the results been effective? What kind of cultural, anthropological, economic and political processes developed in these programs were the most significative? How and why was technology an enabler of innovation and change?

i think i answered this question on the last, but i think the most cultural, anthropological, economic, and politcal process developed in these program that were significatives is the happiness. Not only pontos de cultura, but gesca program on ministery of comunications, the ministery of health have nice (and happy) implementation process and so on. Technology was understand as a whole. The government was understand by many. Many startedt to do their political parties. Many started to publish tehir content (and mass media in brazil is a nightmare, probably everyone knows that). Many become artistic-social-actors. Many were the discussion rised. And, many were the smiles, the parties, the undestanding. Many sentiments involved. Or, as would say Spinoza, many Good meetings. Many Good Meetings. And, believing on micropolitics scenerio, we really need more happiness in the world.

- What do you think are the ways in which art and practices related to digital cultures can enable valid alternative models to the current ones, on levels that are economic, anthropologic and social? Are there any experiences in Brasil on this subject that you would like to describe to us to support your vision?

To understand the ideologies and practices behind digital cultures to implement is as political process. De-centralization, investment on local initiatives to develope models of susteinability, systems of trust, share knowledge, joy.

I remember To read in one of Johnny Jordan books: Resistance is the secret of joy. I thought this phrase was great. but now I think that joy is the secret of resistance.


http://www.artsblog.it/post/2922/interviewing-the-crisis-2-con-ricardo-ruiz-descentro-brasile

Escritos

span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"Textos escritos durante a pesquisa:

E-mail Coordenação Nacional Casa Brasil sobre Futuros Imaginários e A esquerda que se perde

oi ben, andrea, demais:

a gente lança o livro em abril, pela editora peiropolis, Futuros Imaginarios (Imaginary Futures). Em ingles eh da editora Pluto Press. Saiu tambem uma versão na Russia. Falta lançar ele na China pra desbundar.

vale procurar o original em inglês, o ritmo de escrita de richard beira o alucinante, procuramos localizar o texto da melhor maneira possivel, inclusive trocando todas as palavras America por estados unidos e todos xs americans por estadunidenses. Traduzimos tambem a maior parte dos termos, como Protocolo de Trocas de Pacotes ao inves de packet-switching, etc. So nao conseguimos traduzir boa parte dos online. Foi feita tambem uma pesquisa apurada na bibliografia para saber o titulo das obras citadas (centenas de obras!!!) e suas respectivas edições no Brasil. Foi um trabalho minuncioso que tomou boa parte do ano passado e retrasado de algumas pessoas envolvidas com esse processo que richard faz mençao no prefácio.

É um otimo ponto de vista o dele sobre a historia do desenvolvimento belico do mundo atraves de ideologias tao sujas quanto as do neo-liberalismo (nao gostaria de levantar aqui a discussao sobre o capitalismo, movimento em expansao, como jah nos lembrou deleuze em suas analises marxistas, e de como com a quebra da ideologia de extrema direita, o esquizo-capital mais uma vez alterna o vetor de seus ziguezagues, voltando no tempo pra se [re]constituir como expansível. aliás, lendo os cadernos da FLACS, penso que o chamada "de esquerda" esta com um problema mais sério do que ela pensa! Teme por não possuir, após tanto tempo, a ideologia contra-hegemônica perfeita - pasmem, para instituir o novo pensamento hegemônico socialista! -, mas não percebe, que sob seus sujos e velhos calçados de couro preto, o capital como sistema já se restabeleceu. Há tempos. E já deu suas dicas. Não a toa, México, Tigres Asiáticos e cia. faliram em seus suburbios de ação do capital. Não a toa, a China imprimiu 700 bilhões de dólares para salvar a economia estadunidense [e a sua própria economia baseada em títulos do tesouro norte-americano]. Não à toa a Índia impressionou com seu salto econômico. Não à toa, Mano Brown [quem é Mano Brown?] conclamou, em seu 3º versículo, 4º capítulo "Eu sou apenas um rapaz/ Latino americano / apoiado por mais de 50 mil mano! / Efeito colateral que o seu sistema fez." A nova geopolítica do capital tem endereço. E as forças que a produzem tendem a tencionar-se. Os novos centros políticos, sociais e econômicos para o contínuo desenvolvimento humano não possui a perfeição buscada pelo pensamento liberal. Concentra-se sim, em ruas de barro batido, casas de tijolos a vista e mal acabadas, roças de bananeiras em morros a despencar. As indústrias cantam "It is the end of the world, as we know it", mas eu me sinto bem.) e de seus autores ligados à aademia e ao governo. É um livro de relevante importância para pessoas ligadas e prgramas governamentais para ter-se sempre em mente o poder dasidéias e das ações. Como diria aquele Reggae antigo, "A palavra som é poder".

A gente acredita que tanto esforço vai valer a pena: soh mesmo compondo nossos relatos de realidade conseguiremos evitar o massacre que a jurisdição faz ao tatuar sua historias na pele dos habitantes do planeta. E, se eh para riscarmos a pele, que sejam com alegres tatuagens, e não textos cravados a chicotes e bistouris.

abraços apertados,

r

Idéias perigosas: um estudo do cotidiano

pequena introdução e sumário de uma análise sobre implementação

Thaís Brito e Ricardo Ruiz


Caros camaradas futuros

revolvendo

a merda fóssil

de agora,

pesquisando

estes dias escuros,

talvez perguntar

eis por mim.

Ora,

começará

vosso homem da ciência

afagando os porquês

num banho de sabença,

conta-se que outrora

um férvido cantor

a água sem fervura

combateu com fervor.

Professor,

jogue fora

suas lentes de arame!

A mim cabe falar

de mim

Eu? Incinerador,

Eu? Sanitarista,

a revolução me convoca e me alista.

Troco pelo front

a horticultura airosa

da poesia?

Vladimir Maiakóvski


Experimentar a arte de
re:volver o logos do conhecimento pelas práticas e desorientar as práticas pela imersão no sub-conhecimento. Considerar processos, mais que resultados. Negar a distinção sujeito-objeto, a neutralidade do olhar e da experiência com o mundo e mais ainda do relato sobre ele. Experimentações semi-territorializadas, temporárias, carnal e digitalmente alimentadas, gritantes… perigosas! As imbricações entre as noções amplamente discutidas como opostos relacionados – prática e teoria – são experimentadas, criticamente praticadas e teorizadas no festival Submidialogia que acontece desde 2005 em diferentes cantos do Brasil.


Toda grande prática ou ação caminha como uma idéia. A manipulação de instrumentos tecnológicos enfraquece este elo uma vez que o utilitarismo e a racionalidade técnica vão tomando o espaço das singularidades - manifestações humanas espontâneas, artísticas e improvisadas. O objetivo da conferência é trazer diferentes experiências – teóricas e práticas – para contatarem-se; inserir articulações críticas entre teoria e prática nos meios tecnológicos e no sistema capital que o sustenta. É incentivar a ampla reflexão - através das micropolíticas das relações - sobre as (próprias) práticas, para não perderem-se no moribundo utilitarismo; é incentivar práticas sobre a teoria, aplicando experiências em prol de uma (sub) concepção do aparato tecno-midiático; criar um espaço tempo de subversão das práticas e teorias sobre tecnologia e cultura. As teorias sobre mídia, informação e comunicação pouco respondem se refletidas nas atuais experiências e atuações sociais e culturais, e estas por sua vez embaralham-se em contestação, experimentação, utilitarismo e mercado. Nesta confusão de suas essências, o risco das práticas se alienarem é constante e o conhecimento de perspectivas e visões quanto às questões sobre ciência, tecnologia, cultura, meios e formatos de transmissão de informação é fundamental para um investimento de desejos em ações sociais reformadoras. Pôr de cabeça para baixo os princípios disciplinares da midialogia e articular idéias de modo a fazê-las perigosas.


Como as práticas desafiam a teoria? Como as teorias inspiram as práticas? Como subverter a relação dialética teoria-prática? Qual IDÉIA aumenta a potência de ação dos corpos nos meios mecânicos / eletrônicos / digitais / biológicos / políticos / sociais?


Campos do conhecimento – principalmente áreas científicas tradicionalmente constituídas – relegaram pouca importância às relações entre subjetividades, limitando as vivências e as práticas ao mundo da literatura ou à condição de ‘relato’ ou ‘diário’ pessoal. E a idéia de que a realidade social é conhecida e transformada a partir das relações objetivas entre sujeitos, determinados por situações históricas, orienta diversos pensamentos e ações. Foucault (2002) ressalta que apenas em 1968 a questão das singularidades adquiriram uma dimensão política, “apesar da tradição marxista e apesar do Partido Comunista”. Tratava-se de “fazer passar o desejo para o lado da infra-estrutura, para o lado da produção, enquanto se fará passar a família, o eu e a pessoa para o lado da antiprodução.” (DELUZE & GUATARI, 1972). É interessante observar especialmente o contexto dos movimentos sociais surgidos a partir dos anos 1960/1970 (mulheres, homossexuais, negros, sem-terras, doentes em hospitais) etc., período de intensas modificações na concepção e, conseqüentemente, na própria ação política. Foi nesse período que surgiram organizações dissidentes das matrizes comunistas oficiais. Com a ruptura na tradição marxista, as lutas políticas particulares passam a ter sentido em si próprias, não convergindo mais, necessariamente, para um objetivo geral comum. A noção de sujeito político distancia-se do sujeito universal ao conceber focos territoriais específicos de transformação.


No Brasil, há uma renovação da cultura política da esquerda, que se reflete no entendimento do sujeito histórico ordinário, do cidadão comum. A
ultrapassagem possibilitada pela “insinuação do ordinário em campos científicos constituídos” é destacada por Michel de Certeau (2008) ao pensar nas relações entre teoria e prática. Uma consequência dessa mudança, da emergência do ordinário, é o aparecimento da cultura como campo compreensivo. “O enfoque da cultura começa quando o homem ordinário se torna o narrador, quando define o lugar (comum) do discurso e o espaço (anônimo) de seu desenvolvimento.” (CERTEAU, 2008, p. 63). E os relatos (práticas teóricas) têm papel definitivo nessa ultrapassagem, por serem “fundadores de espaços” (CEARTEAU, 2008, p. 209). Foucault (2002) refere-se a essa relação identificando a teoria com a própria prática, não apenas como sua expressão, tradução ou aplicação. E seu contemporâneo, Gilles Delleuze, refere-se a ele como um dos que, no domínio da teoria e da prática, primeiro considerou a perspectiva dos agentes, e falou da indignidade de falar pelos outros:


Quero dizer que se ridicularizava a representação, dizia-se que ela tinha acabado, mas não se tirava a consequência desta conversão ‘teórica’, isto é, que a teoria exigia que as pessoas a quem ela concerne falassem por elas próprias. (FOUCAULT, 2002, p. 72)

A idéia da indignidade de falar pelos outros, de exercer o poder, o fim do indivíduo alienado e sem singularidades, é fundamental para caracterizar a experiência que descrevemos. Experimentação que se remete não apenas ao território de trocas possibilitado pelo festival Submidialogia e seus (bons e maus) encontros, mas que envolve práticas e pensamentos disseminados nas atividades que adquirem maior intensidade num contexto, mais ou menos recente, de movimentos que tentam construir ações libertárias - portanto, ações contra as paixões tristes necessárias ao exercício do poder (SPINOZA, 2008) - muitas vezes tornadas possíveis por vias institucionais, penetrando as brechas e expondo as estratégias insólitas dessas mesmas instituições. Evidenciar e abalar essas fissuras pode ser entendido como uma “arte de fazer”, arte descrita por Certeau como práticas desviacionistas, de dissimulação: a sucata ou a bricolagem. A reutilização, do seu modo singular, das tecnologias disponíveis. Mais do que as edificações, as tecnologias e as instituições, são as ações humanas cotidianas e suas histórias - as práticas e as teorias na busca pela alegria - que moldam o mundo em que vivemos. Aqui é onde acontece o que não está previsto nos códigos de conduta, manuais ou no cinismo de muitas das normas que regem instituições e relações sociais.

Na instituição a servir se insinuam assim um estilo de trocas sociais, um estilo de invenções técnicas e um estilo de resistência moral, isto é, uma economia do dom (de generosidades como revanche), uma estética de golpes (de operações de artistas) e uma ética da tenacidade (mil maneiras de negar à ordem estabelecida o estatuto de lei, de sentido ou fatalidade) (CEARTEAU, 2008, p.88).

Não se sabe mensurar, entretanto – e nem se é possível fazê-lo pois não há medidas nem parâmetros definidos ou definitivos – o quanto essas práticas conseguem intensificar as fissuras ou mesmo se dá-se o efeito contrário: o quanto essas ações calcificam prévias fissuras.


Podemos pensar essas questões no contexto das políticas de apoio à implementação do Software Livre no Brasil. No texto
O impacto da sociedade civil (des)organizada (2005), é relatada a dificuldade em ampliar o apoio ao Software Livre para além da mera publicidade e o fato de que o tema é mais presente em fóruns e eventos públicos, que em ações governamentais efetivas. Os descompassos e dificuldades nas migrações de sistemas proprietários para sistemas livres são explicadas, em parte, pelo fato de os gerentes de tecnologia do setor público serem funcionários de carreira, que ocupam cargos estáveis, o que resulta em certa resistência à mudança. Entre as consequências dessa transição do uso de um sistema operacional proprietário para um sistema operacional livre e de código aberto - considerada uma profunda transformação de paradigma - está esse trabalho da sucata e da bricolagem, que podem ser identificados na Ação Cultura Digital do Ministério da Cultura, analisada no artigo supracitado. A Cultura Digital é definida não apenas pela troca de conhecimentos brutos e inadaptáveis, mas como “absurdo antropofágico, uma deglutição de conhecimentos” (VELOSO, 2008, p. 39). Processo que se traduz na organicidade construída, processualmente definida nos Pontos de Cultura, cuja práxis resultou numa nova concepção sobre a interação entre povo, políticas, economia da cultura, afetos e fios. É nessa realidade em que “aprende-se a editar vídeos e comer açaí com farinha” (VELOSO, 2008, p. 39), onde se reaprende a sabedoria perdida no tempo, nas redes, despertando novas dicotomias no campo cognitivo e sensorial e ampliando as ferramentas também de resistência ao poder:

Por um lado, acentua-se a pressão exercida pelo pós-industrialismo em afastar as histórias das pessoas delas mesmas, desterrando o conhecimento como fruto da consciência humana. Por outro, tais culturas ancestrais ainda possuem no discurso oral, no contato corporal, na música, na dança e em rituais coletivos a sua principal maneira de manter as relações quântico-familiares. (…) Agora, em contato com novas tecnologias de comunicação, informação e convívio, essas culturas se mostram, mais uma vez, resistentes ao cruel processo imposto pela sociedade pós-industrial. (BALBINO & RUIZ, 2008, p. 45)


Pois, ao estudarem a ferramenta tecnológica que lhes é apresentada, os indivíduos têm a possibilidade, com os sistemas livres, de construir pedaço por pedaço sua ferramenta, a seu jeito, para seus interesses, criando seus relatos na história com uma linguagem específica, que lhe é familiar, e que parte do sistema operacional escolhido para seus computadores ao formato de se trabalhar suas produções para satisfazer seus desejos em suas limitações ou aperfeiçoamentos tecnológicos. Entram assim em uma curva de aprendizado tecnológico - crítico e prático - que tende ao infinito. Não por acaso, essa curva têm um limite nos softwares proprietários (BACIC, 2003), estabelecido pelas instituições que ditam as regras a serem seguidas: que detêm o poder. Neste momento, a discussão teórica se mistura com a prática, se torna objeto (CERTEAU, 2008). E suscita a reflexão sobre as diferentes possibilidades para implementação de programas e políticas públicas que propõe uma horizontalização social através da incorporação das tecnologias da informação e comunicação pelos diversos cenários da tão rizomática e ressonante cultura brasileira. Quais os formatos práticos/teóricos para essa implementação (os afetos envolvidos nas relações); as ações políticas (a resolução da economia no campo da política); as tecnologias a serem utilizadas (suas ferramentas); e as expectativas sociais da associação cultura popular x tecnomídia (os desejos envolvidos).


Essas dimensões devem considerar três aspectos, um fundamental: o fato de que as políticas públicas convertem a economia num problema a ser resolvido eminentemente no campo da política. (MARINI, 2000, p.284). Não podemos simplesmente ignorar essa relação, que aparece, volta e meia, como um problema em suas muitas dimensões. Fica evidente se percebemos a relevância que os dados e indicadores econômicos têm na definição das políticas públicas de governos. Entendemos que a inter-relação políticas públicas e definições econômicas, a partir da influência (maléfica) das grandes corporações na implementação das políticas, é colocada em contradição evidente com os desejos dos estratos sociais que as concebem e as colocam em prática junto às comunidades, pessoas, coletivos…Campo de disputa complexa que apresenta a contradição essencial de colocar o lucro e o mercado confrontados com desejos emancipatórios. Aparece, ainda, um segundo aspecto - em outros desses problemas de um tempo em que não há o tempo das respostas simples: tempo em que talvez seja preciso mudar as perguntas - uma inversão do lugar material, uma outra dicotomia: de como é possível e do quanto é imprescindível a autonomia política, material, prática e teórica. Cabe, finalmente, interrogar-nos sobre a dimensão do tensionamento da dicotomia entre esses dois aspectos. Como essas práticas cotidianas influenciam um cenário macropolítico e como sermos responsáveis por nossas
idéias perigosas?

I. Introdução

1. Submidialogias: teoria, pratica, sujeito, subjetividade, técnica

1.1 teoria x pratica # teoria = pratica

1.2 sujeito e subjetividade

1.3 festival submidialogia

1.4 outros movimentos

1.5 conclusão: o domínio da técnica

  1. A inventar cotidianos: Certeau e o quanto essas acoes surtem efeito

2.1 Implementação de politicas publicas que propõe a horizontalização social através das tics na cultura

2.1.1 Programas Gesac, Pontos de Cultura, Casa Brasil = apresentação

2.1.2 Aspectos para analise

2.1.2.1 resolução da economia na politica e influencia maléfica das corporações

2.1.2.2 sobre autonomia, ecologias, permaculturas, agroecologias, economias solidarias

2.1.2.3 tensionamento da dicotomia

2.1.3 analise dos programas

2.1.3.1 acoes politicas

2.1.3.1.1 gesac e a industria militar

2.1.3.1.2 Pontos de Cultura, PNUD e a cultura como mercado e não mercadoria

2.1.3.2 ferramentas: tecnologia como arte e mais uma vez o domínio da técnica

2.1.3.3 os afetos envolvidos

2.1.3.3.1 teoria como pratica

2.1.3.3.2 metodologia da implementação

2.1.3.3.3 os desejos das multitudes

2.1.3.3.4 Pontos de Cultura e Casa Brasil: metodologias diferentes, diferentes resultados

3. Conclusão: a-própria-ação dos conceitos


Referências

BACIC, N.M. O software livre como alternativa ao aprisionamento tecnológico imposto pelo software proprietário. Campinas: Unicamp, 2003. Disponível em http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?down=107

BALBINO, José; RUIZ, Ricardo. Anotações do Balcão do Sr. Didi in: Apropriações Tecnológicas: Emergência de textos, idéias e imagens do Submidialogia#3 (org. Karla Schuch Brunet). Salvador, BA: EDUFBA, 2008.


CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: Artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Deleuze e Guattari se explicam. 1972 in: A ilha deserta. São Paulo, SP, Iluminuras, 2008


ESPINOSA, Baruch de. Ética. São Paulo, SP: Autêntica, 2008.

__ _ _ _ _ _ Tratado Teológico-Político. São Paulo, SP: Martins Fontes, 2008.


FOINA, Ariel; FONSECA, Felipe; FREIRE, Alexandre. O impacto da sociedade civil (des)Organizada: Cultura Digital, os Articuladores e Software Livre no Projeto dos Pontos de Cultura do Minc

http://pub.descentro.org/o_impacto_da_sociedade_civil_des_organiza

FOUCAULT, Michel. Os intelectuais e o poder: conversa entre Michel Foucault e Gilles Deleuze. in: Microfísica do Poder. São Paulo: Edições Graal, 2002


MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000


VELOSO, Adriana. Pontos de Cultura, novas mídias, educação e democracia: Reflexões sobre o contexto de uma mudança estrutural no Brasil. in: Apropriações Tecnológicas: Emergência de textos, idéias e imagens do Submidialogia#3 (org. Karla Schuch Brunet). Salvador, BA: EDUFBA, 2008.

Submundixlogix

QUASE INFINITO E/OU APODRECE E VIRA ADUBO SUBMIDIÁTICO

Abordar modos de sobrevivência. Anotações sobre existência. Refletir sobre diferentes exercícios. Identificar e ecoar alerta sobre instâncias opressoras (e o sentido de significá-las), apontar o acesso ao conhecimento não aparente como princípio emancipatório frente a tais estruturas castradoras. Transitar táticas, experiências, circulações, compartilhar procedimentos de não perpetuação dos modelos inadequáveis, indesejáveis, insustentáveis, insuportáveis... A liberdade trata também da mobilização e difusão dessas práticas.

O abandono da civilização genocida e o sexo único. No modelo de civilização exploratório, prejudicial, o desperdício esgota recursos naturais em canto de descaso, promovido por um progresso pseudo-ordenado. Incentivo ao consumo é técnica de hipnotismo. Planificação das relações estagnadas em autoritarismo e exclusão. Sua pauta é a ratificação da família nuclear baseada na figura do pai, substanciada em lastros históricos como o domínio por herança. Promove a limitação da existência a condição de atores fixos não humanizados, e explora parcelas da população divididas basicamente em classe e gênero. O que torna impossível o permanecimento nesse sistema segregador, já que optamos pela plena atividade criativa dos seres. Constatando as desorientações dessa existência nos declaramos responsáveis pela não perpetuação das idéias e práticas desse mundo, agimos para seu desmantelamento e nos sentimos satisfeitos com seu aniquilamento não espetacular.

Família como sinônimo de "idéia de família". Diferentemente da noção do remoto sexo único - a considerar mulher como homem atrofiado - dele derivado - reivindicamos o sexo único em respeito as características peculiares dos seres humanos, complexo irredutível a dubiedade mulher/homem. Criticamos a premissa hegemônica de gênero a partir da concepção biológica e natural que desconsidera outros fatores, a exemplo o social, agente de/em construção.

Satélites a deriva, sobrevoam insetos meteoritos. Satélites artificiais - congestionamento espacial, lixo tecnológico paira sobre cabeças - objetos identificados aos monopólios das telecomunicações - projetos militares - abarcam diversos objetivos, entre eles o controle da comunicação, o climático catastrófico, passando do mapeamento à espionagem, voyeurs unioculares voltados ao controle. Rompe o pleroma da estratosfera um mistério de soberania de técnicas espaçocratas. Aparelhos conceituais concretizam-se em projéteis. MSST. Movimento dos sem sátelite. Utopia ou Distopia? Seria delírio a conspiração autônoma em busca do lançamento de satélites? Lixo e mais lixo no espaço. A nova geração fazendo passeatas pela reciclagem dos satélites. Paralelos Epistemológicos. Percepção em hypertexto. Acordo ortográfico. Alfabetizados agora ficcionam a novílingua. Sem trema. O Miguxês. Crianças no Orkut e no Google Docs estão vivendo simulacros reais. Ontologia do voyerismo de scraps. Redes Sociais. Shopping Centers são infovias fechadas em rotas de pacotes precisos de dados. Dinheiro ganho, dinheiro gasto. Dinheiro impresso, empréstimo. Espaço. Jogo de colisões e inércia. Retoma o pleroma para o campo ciência. Sintaxe como álgebra. Metafísica do materialismo dialético em eterno retorno de uma mais valia perdida. Luzes apagadas. Sociedade do audiovisual. Cheiro de banheiro. Fome. Desejo. Não-Fome.

Calendários. Espelhos.
A política do arrebatamento e as negociações para além do humano. Desde antes da prática da venda de terrenos no Céu temos o estabelecimento de um mercado do dogma, hoje estendido a vários outros ramos além do imobiliário; moda, música, atitude, automobilismo, futebol, mídias de massa. Não ter a opção, somente ser aterrado por uma avalanche de simbologias ditas sólidas e milenares para deixar a vida para uma próxima, eternidade muito aquém de ser alcançada. A qualidade de vida e a proporção do medo - contra as ideologias que promovem a insegurança e o temor. Quando se abandona o lamento resta a condição de agentes das ações - transformação, sujeito integrante de um ambiente onde não se está sozinho - dialógico com as comunidades e circuitos pelos quais transita. (contrário da postura heróica) relações interpessoais. Os vegetais e a grande trepadeira do sistema: orgânicos como moda. Agrotóxicos são os temperos de uma dieta alimentar pobre e envenenada. Não se conhece o que se come, nem sequer se sente o gosto. Carne é crime, fome é foda. Não se sabe o que fazer com os entulhantes dejetos. Cachorros e outros estimados animais domésticos são levados todas as tardes para passear, idiotia urbana, cativeiro e escravidão no âmbito animalesco das indústrias de ração e produtos cosméticos veterinários. Sinuca da simulação, sarna, estado de óbito, verticências...

Sem bússola, mensagem na garrafa, quase uma reza. Cadência no ritmo das frases, mesmo sem rima. 15 sílabas e alguém querendo mais que formas.
Eu penso, tu falas, ele escuta, ela decide. Alem de gêneros e plurais. Um motivo, um avião decola, Itaipú segue imponente sobre as 7 quedas, ali na esquina. Ali na esquina. Um despacho. Mo-ti-vo pra cir-cu-lar por baixo de tudo, força motriz, 7 quedas. impulso; desvios; significados; cruzamentos lingüísticos; mais-valia; ethos; desmontes das bombas; Então responda-nos, em fluxo mais fluído. Léxicos em queda, definindo afluentes: A tríplice fronteira e a aliança neoliberal numa velocidade espiral. Segurança defronte ao labirinto abismo. Extensão das formas fixas, mestiçagem da alucinação contra as forças centripetas de estagnação pela ordem segundo interesses parciais, indiferentes, das suas decisões imposições, efeito dominó: opressão. Espaço de disputa desigual, tédio de inexpressividade e alienação.

Acesso ao sonho crítico. Verdade do planeta. Sânscrito e latim para macacos. Selvageria as avessas. Na entrada e na saída, buraco úmido. A bula do cosmos. Gênese. A E I O U. Escolha suas consoantes. Morda a teta.

1 In nova fert animus mutatas dicere formas
2 corpora; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)
3 adspirate meis primaque ab origine mundi
4 ad mea perpetuum deducite tempora carmen!
5 Ante mare et terras et quod tegit omnia caelum
6 unus erat toto naturae vultus in orbe,
7 quem dixere chaos: rudis indigestaque moles
8 nec quicquam nisi pondus iners congestaque eodem
9 non bene iunctarum discordia semina rerum.

Automatismo do mistério. Metamorfosis de Ovídio. Salsa e cebolinha na retórica acadêmica. Declaração da precária condição do sistema artístico e suas trocas. Vamos a pastelaria. Pastel. Pastelaria. Pastelão. Pastiche. cientista: Quem não tem ciência atire a primeira tese.

inconscientista:...
artista: Faz desfazendo.
anti-artista: Desfaz fazendo.
aartista: preposição.
pasteleiro: O papel da estética na busca por articulação de uma solução
básica para problemas de sobrevivência feito de modo a estimular catarse coletiva por alegorias de uma forma ideal destes objetos que conduzem e satisfazem demandas das mais fisiológicas. Demandas, necessidades pulsionais. A Arte do Pastel desengordurado. Papel Absorve os excessos. Chistes salgam a massa com algum Ethos arbitrário determinado pelos mais escamoteados recalques de algum tipo de desejo por significar. Algo além da fome?

Servidão e/ou processos artísticos. Caleidoscópio, seja qualquer lado que gire novas formas e novas expressões vem à luz. Cubo da mais-valia : apresenta um número finito de superfícies planas, seis quadriláteros, em cada um dos lados do cubo pixa-se: Babel.

Trabalho escravo. Um ônibus na estrada. Tratava-se evidentemente de trabalhadores assalariados, um deles tinha a cabeça encostada na janela e sustentada por uma fralda com a imagem de Dayse Margarida Disney, a namorada do Pato Donald. Plante. Operação vão no vácuo. Olhar sub mundo das coisas. Uma experiência de olhar como se estivesse um passo atrás, como no estranhamento, alguém observa-se em ação. Um olhar sub mundo. Após o encontro aqui - outro lado dali - vem entoar o mantra, grito ao sustento.

Tomada de recisão. Desescalada dos puleiros das instituições que promovem vínculos empregatícios. O líder foi liderado. Os retornos dos trabalhadores para nunca mais voltarem - tempo de extinção dos contratos e vínculos empregatícios - extinção da exploração, da mão de obra.

Quero estudar. Alguém pode me dizer como posso estudar? R.: Ela não fala em Escola. Escola: espaço social ao qual tenho direito assegurado e o dever de usufruí-lo. Quem não tem, sente falta, desvantagem como moral de exclusão. Caminho: para difundir experiências e práticas próprias da comunidade como formas de sabedorias e conhecimentos singulares, valiosos. Conhecimentos institucionalizados, legitimados. Conhecimento informal. Escola problema solução, passar a valorizar a pessoa (por) e suas vivências, princípio dela mesma, nela se encontra. Já era pedagogia do poder, implosão da escola, movimentos de moralização e disciplina militarizante berram, ainda esperam por filas paralelas e carteiras desconfortáveis entulhadas em uma sala controle. Uma educação desvinculada de obrigatoriedade, da formação curricular carreirista. Pós-dia, liberdade para as crianças, adolescentes e jovens enclausurados por meio período (em certos casos período integral) por cerca de 20 anos. Outras formas de acesso ao conhecimento que não impliquem em enclausuramento. Perseguição ao analfabetismo : a moral que a sociedade ejacula sobre si mesma no mundo vazio. Pintar fora das linhas, fora das páginas. Sabedorias, conhecimentos que não são legitimados excêntrificados. Sabedorias, conhecimentos hegemônicos (leitura, escrita) como herança da humanidade, enraizamento em livros sagrados/épicos - erudição secular, dádiva dos deuses.

Empobrecimento : superstição de ficar presx no tempo - cimento sossego (ou seja, a lápide clássica que envolve os corpos cansados demais, pesados demais, leves demais, sujos demais, puros demais, alegres demais, tristes demais, mutantes demais e demais corpos). Instinto : sabedoria vivência virulência afirmação negação justaposição negação afirmação questionamento. Econ0mídia : na hierarquia dos demônios os que tem um chifre são devorados pelos que tem dois ou três chifres. Monstruosos dentes de leão. Criar um sistema economico baseado em trocas mútuas - prática da abundância - atuações compartilhadas.

Ilusão: tomada de recisão. Tudo isso, a idéia e idéia de conhecimento são muito parecidas, a universalidade de conhecimentos amplia os universos. Impossibilidade de mensurar o inconsciente. O pensamento hegemoniza parte do ser, existência subordinada a linguagem. O limite do pensamento, concretude de pensamento, ato de ampliar a história pelo pensamento. Paradoxo - ampliação de algo que não se condiciona a ser mensurado. A racionalidade, a que se auto define como estratégia de sobrevivência pra esse mundo específico, bum.

Perseguição ao escravo hiper-necessário. Capitalismo ecológico. Treinamento. O homem antiautoritário sucumbiu ao tubo de raios catódicos e às várias ondas.

Outras possibilidades além do capitalismo, sem tentativas comparativas: Nenhum tipo de outro capitalismo. Possibilidade de circulação de comunidades móveis, nômades. Nomadismo de idéias, capacidade de se adaptar a qualquer tipo de pensamento. Flutuar por um imenso espaço volátil de idéias ou estabelecer bases para o questionamento do entorno?

Como desmontar as cidades. Destruir as estradas e cemitérios; quebrar os muros; jogar fora todas aschaves e cadeados; fissão nuclear espontânea dos regimes controladores e prefeituras; mas se a fissão for espontânea teremos que ficar esperando? Podemos acelerar o processo "espontâneo" provocando modificações climáticas, aplicando fertilizantes, no que poderia acarretar tais acontecimentos para tanto é preciso ainda apontar quais as atitudes para se chegar a isso: fim dos meios de transporte poluentes; busca de moradias que refletem a personalidade e não a classe social; fim da propriedade, do medo das trocas, dos aparatos do poder; neocolonialismo, neocorrupção; de qualquer possibilidade de considerar forças que nos oprimem; da indução que aceitemos os males do mundo e que nos acostumemos a viver com eles; das hierarquias, da repressão sexual, do autoritarismo, da sociedade tecnocrática, competitiva, individualista e consumista, da nação, das olimpíadas, do superhumano, dos recordes, da discriminação e do preconceito; do lucro; da carne; dos conservantes, acidulantes, da química alimentícia, da produção de lixo, da utopia das metrópoles, da crítica inexpressiva, da polícia e do exército, das armas, do estabelecimento da guerra, da sociedade de classes unidimensionais: com sua capacidade de uma classe absorver outras tornando-as não-contestadoras e acomodadas, da alienação; das formas sofisticadas de controle social e repressão (arte, tecnologia,...); do mercado; das ruas; do anacronismo, da miséria, das especulações; doscontratos, cartórios e burocracias; de rastejar, do mundo;

Continuação dos suicídios;
Retomada do plantio natural;

Início de outras possibilidades; outras trocas; da subsistência; das sociedades solidárias e igualitárias; da construção de jardins; da recuperação dos rios; do estabelecimento de ligações; relações uns entre outros, cooperativas e não-competitivas;

Lago imenso negro de idéias. Lago negro imenso de idéias (in)justiça? exuberância de sensações; não nos responsabilizarmos por quem somos; Respondemos por algumas coisas que fazemos, somos quem somos. E daí? Caralho! nos sentirmos bem em relação a vida; nós: tomando decisões e assumindo as conseqüências. As ações fazem diferença. Observadores passivos.

Educação, mutação de pontos de vista, práxis, idéia de liberdade, experiências sobre liberdade. liberdade é uma construção do pensamento e uma realidade do corpo em situações extremas, idéias, imagine por conta das catástrofes nas contas bancárias dos aristocratas. Quem são os aristocratas no caso de liberdade existem conceitos, os de pensadores sobre liberdade. A nossa liberdade. Desafie o Estado escravo das corporações! A resistência não é fútil!A criatividade e o espírito humano dinâmico que recusa-se a submeter-se! Voto - participação ocasional e puramente simbólica da liberdade. Escolher entre o fantoche A ou o fantoche B. Ostentação, frivolidade, desastre, merda, parasitismo, dominação, moralidade… guerra, predação. Favela, doze horas na rua, exercício de pureza. Moradia em trânsito, pessoas e movimento e probreza e uma forma de organização não nuclear. Inalienável. Sexo e abandono.

Movimento dos Sem-Satélite (msst). Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma necessidade pontual no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão emandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual?? Muito mais que cobaias da Tecnocracia!

Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…

Vertigem: diálogos e prospecções a partir da memória do lugar

Ação direta. Pontes. Amizade. Rio. Paraná. Fronteira. Brasil. Paraguai. Fraternidade. Iguaçu. Argentina. Sudoeste. Limite. Natural. Político. Lugares. Experiência. Percepção. Simbólico. Ambiente. Desencadeamento. Situações criativas. Contato. (tempo/espaço). Relação. Pessoas. Encontro. Atitude. Diluir. Reverberar. Troca. Político-geográfico. Sensação/memória. Agora. Lembrança. Prospecção. Diálogo. Cultural. Vizinhos. História. Conexões. Contrastes. Conteúdo. Material. Implicações. Mídia impressa. Audiovisual. Web. Porção de mundo. Demandas identitárias. Fatores externos. Políticas de controle. Exclusão. Dinâmica. Fundamento. Unidade. Transgressão. Norma. Tríplice. Geologia. Intervenção. Humano. Civilizatório. Produto. Engenharia. Estratégia. Ocupação. Entrelaçamento. Trânsito. Sobreposições. Regras. Observação. Exercício. Questionamento. Transitoriedade. Estar. Trabalho. Embate. Imagens mentais. Vivência. Espaço público. Fluxo cotidiano.

ao invés de mas devolvem - dialogam com Sonhos, desejos e projeções calcados em modelos de identidade e felicidade em meio aos confrontos do cotidiano. ilusão/desilusão

Irreversibilidade. Acontecimentos. Inscrições. Reflexão. Concepções. Subjetividades. Expectativa. Respeito. Presente. Futuro. Existência. e/ou. Presença. Outro. Projeções. Códigos. Situações transitórias. Fronteiriças. Propósito. Interligar. Transpor. Transbordar. Materializar. Ultrapassar. Penetrar. Realidade. Marca. Obcessão. Identidade. Estados. Nações. Mercados. Invenção. Passado. Crise. Obstáculos. Princípio. Mundo. Síntese. Social. Disparidades. Manifestações. Entrecruzar. Irrevogável. Subordinação. Projeto. Adaptação. Condição. Comunicação. Alteridade. Camada. Movimento. Vertigem. Ancestral. Águas. Marginal. Deriva. Ambulante. Colaboradas. Coletividade. Autogestão. Autonomia. Descartografia. Registro. Acervo. Circulação. Distribuição.

A ação é baseada no estatuto do lugar: "A ponte reúne enquanto passagem que atravessa", disseram.

Orientações

Como o processo foi conduzido:

Comentários Pajé

2008/11/26 paulo lara
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Ei geral !!!

eu li e achei bem bom. mando no anexo algumas pequenas sugestões de escrita e afinação de alguns conceitos.

Pelo que entendi, a idéia é trabalhar basicamente com 3 eixos,

cotidiano / artes de fazer
filosofia da imersão / afeto
políticas públicas

Se a idéia é compreender os dois primeiros para questionar ou criticar as políticas públicas, acho interessante, pq os dispositivos do Estado tem muita força contra (ou segundo alguns até se opõe) a este tipo de aproximação alternativa dos agenciamentos.

Talvez uma olhada no althusser (aparelhos ideológicos de estado) fosse uma boa.
Não sei se entendi qual seria a pergunta do projeto, tipo, como agrupar os 3 eixos numa pesquisa. Mas o caminho do teto ta bem interessante neste sentido.

Tem um problema metodológico que é como juntar deleuze e os filósofos num trabalho empírico de políticas públicas, isso pode render uma salada. mas vamos conversando. Talvez recortar o que os programas puderam trazer de 'momentos' (táticas, cotidianos) que possibilitam uma inversão das relações dominantes, éticas e morais. Mas daí teria que achar um sujeito pra estudar, tipo os usuários dos programas, os implementadores, a própria metodologias, tals.....

Tem outra coisa, os autores estão muito próximos de um estudo da técnica, e no projeto pelo menos não há muita menção a discussão do papel da tecnologia enquanto problema a ser enfrentado quando lidamos com novas formas de relação. talvez, uma pequena discussão sobre isso pudesse elucidar e abrir uma possibilidade interessante.

é isso, se vier mais bobagem a minha cabeça, escrevo.

beijos.

Comentários Tai

oi gente,
eu tinha lido já e gostei muito! sugeriria, com relação à metodologia, que não fosse o estudo da "implementação de dois programas governamentais de inclusão digital entre 2004 e 2007: Cultura Digital, do Ministério da Cultura, e GESAC – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, do Ministério das Comunicações".

Acho que poderiamos ampliar pra caber coisas que são dentro e fora disso... outras experiências. Então, mesmo que pareça vago, algo como "estudo das experiências governamentais (políticas públicas), autonomas, intercomunitárias (?), transterritoriais... no uso e implementação de tecnologias livres/mídias táticas no Brasil."

Talvez fique amplo demais, mas acho que dá mais liberdade para a contação de histórias, mais que estudos de caso específicos, com metodologias bem definidas.

Esses dias fui falar pra uns alunos de letras sobre pesquisa e essa coisa de áreas diferentes, daí a professora me disse que até dava pra abrir nas metodologias, mas não "escancarar". Seria possível, "metodologia escancarada"?

relevem as viagens...

bjux

Relatório de Pesquisa

Título do Projeto de Pesquisa em Andamento: 
GAMB+i: Grupo Autodidata de Metodologias Bem + inteligentes:
Políticas Públicas, afeto e as artes de fazer 
 
Bolsista: Ricardo Ruiz Freire
Coordenador: Alexandre Freire 
Instituição: Descentro: nó emergente de ações colaborativas

 
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO BOLSISTA
Período referente: Janeiro de 2009 a Agosto de 2009. 
1. Leitura Bibliográfica
Foi feito o estudo dos seguintes títulos:
Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia, de Deluze e Guatarri, Vol. 1 ao 5. Uma narrativa art-noveau do capitalismo como um corpo sem órgão que co-habita o planeta com os seres humanos, alimentado por uma máquinas-de-devir entre estado, nomades, pessoas. Um sistema esquizofrenico onde os que o rejeitam são considerados os doentes.

A ilha deserta: coleão de artigos, entrevistas e aulas de Deleuze por entre sua pesquisa vida-acadêmica em filosofia.

A lógica do sentido: Deleuze delibera sobre os paradoxos sempre constantes da linguagem, seus sentidos, os coelhos e alices no mundo de possibilidades ambíguas dos estóicos.

Sobre o nomadismo, de Michel Maffesoli: comentários psytrance sobre as logicas nômades x estado propostas por Deleuze alí atrás.

A invenção do Cotidiano, Volume 1: artes de fazer, volume 2. morar e cozinhar. O primeiro tomo desta obra prima, Artes de Fazer, foi escrito por Michel de Certeau. Já o segundo tomo, Morar, cozinhar, foi escrito pelo autor em parceria com Luce Giard e Pierre Mayol. Começando pelo segundo volume, tratae de uma análise psico-social com fartos detalhes do cotidiano de um determinado bairro de Paris. Esse estudo, de dez anos, dá a base social necessária para as idéias desenvolvidas no primeiro tomo da obra, Artes de fazer, onde o autor nos saborei com a descoberta dos pequenos detalhes do dia-a-dia como a mais nobre das artes humanas, a que abre experiencias sensoriais e mantém o convivio social, as que podem interferir nas brechas do sistema, as que podem construir as verdadeiras historias que devem ser preservadas quando se busca a revitalização de um bairro decadente em uma cidade tão grande como paris. A restauração dos edifícios, e não das histórias, é um erro para a pólis.

Apropriações Tecnológicas: emergência de textos, imagens e idéias do submidialogia #3, organizado pela Karla e onde deu pra encontrar base pra idéis defendidas no texto final.

Ética, de spinoza: obra-prima da filosofia ocidental, nos mostra quao simpes é facil encontrarmos o caminho único, um só caminho, na alegria, nos bons afetos, nos bons encontros, tendo assim uma vida feliz e de amor pleno, em parceria com o pensamento de deus, força eterna, infinita, sempre alegre, o amor como criador. Tudo isso provado geometricamente.

Tratado teológico-político, de spinoza: não satisfeito em provar a existencia de deus e o sentido da vida lá em 1750, spinoza resolve ler detalhadamente, em todas as suas traduções e versões originais, as Escrituras, com atenção especial para a primeira fase do primeiro testamento, que vai do genesis até os reis dos reis. Contando a historia do estado judaico, nos mostra como a politica e a religiao se interligaram para a construção de um estado forte, embora nôamde. Delírio ao descobrir que Esdras é quem provavelmente escreveu boa parte da biblia, uma descrição clara dos profetas que só pregaram o amor (o que ele descobriu e provou geometricamente lá na ética), jesus como um profeta que viveu em amor, assim como muitos outros e tal. Tambem mostra a importancia de jesus ao dizeer que o povo judeu nao era o escolhido por deus, estuda a linguagem hebraica pra provar isso, delícia de texto. Não é a toa que a igreja católica e o judaísmo excomungaram o rapaz. Sorte que ele morava na holanda, terra onde prostituição é permitido. Morreu sozinho. Provavelmente, feliz.

Dialética da Dependência, de Ruy Mauro Marini, obra prima da economia radical brasileira. Se ainda não leu, leia.

Dezenas de textos esparramados pela web, como o mapping digital cuklture do felipe fonseca e da bronac ferran, uma serie de entrevistas entre focault e deleuze, o texto de ariel, alexandre e felipe, e por aí vai.

3. Entrevistas
Não foram feitas entrevistas, o tempo se mostrou curto e o assunto a ser estudado, amplo.

Mas acabei dando uma entrevista, disponível aqui: http://pub.descentro.org/wiki/entrevistando_crise_pol%C3%ADticas_de_incentuivo_%C3%A0_arte_durante_crise

4. Dissertação
Juntamente com Thais Brito, que também orientava a pesquisa, foi escrito um texto que aponta a problemática a ser estudada, além de disponibilizar um possível sumário para possíveis pesquisas a se desdobrarem, disponível em: http://pub.descentro.org/wiki/id%C3%A9ias_perigosas_um_estudo_do_cotidiano

Ricardo Ruiz Freire
Bahia, 16 de setembro de 2009.

Termo de outorga e aceitação de bolsa

Outorgado: Ricardo Ruiz Freire

CPF: xxxxyyyy-zz

Endereço: Rua Alto da Alegria, 16, 41905-645, Salvador, BA 

Projeto: Gamb+i – Grupo Autodidata de Metodologias Bem + inteligentes: Políticas públicas, afeto e as artes de fazer.

Orientador: Prof. Alexandre Freire da Silva

Início da bolsa: 01/01/2010

Duração: 06 meses

Modalidade da bolsa: Pesquisador Nível Zion

Forma de pagamento: Depósito mensal em conta corrente no segundo dia útil do mês subseqüente ao vencido.

Valor mensal: Conforme tabela em vigor do projeto de Pesquisa GAMB+i: Grupo Autodidata de Metodologias Bem + inteligentes

Relatórios: 01 de Julho de 2010 

Obs: Os recursos para o desenvolvimento deste projeto serão obtidos do Projeto de Pesquisa Ref:0007-08: FUNDO DO DOIDÃO, condicionado a existência de valores em caixa providos pelo Descentro: nó emergente de ações colaborativas.

O bolsista declara ter ciência de que o pagamento das bolsas nos prazos estipulados acima está condicionado à existência desses valores depositados no Projeto de Pesquisa Ref:0007-08.