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relatos
fabi borges no site cassandras
RECOMBINAÇÕES DE REDES em espaços/tempos imersivos são dispositivos de fomentação de novos modos de fazer política e de existir no mundo. Por traz de qualquer aparato social ou tecnológico estão os sujeitos e é sempre dessa dobra e desdobra do mundo em si e o si inundado que se trata nosso assunto. Essas novas culturas de redes em seus encontros ciber e corpóreos (presenciais) são um importante foco de pesquisa e experimentação para o nosso trabalho e consideramos que elas tem muito a acrescentar nos processos políticos da contemporaneidade. Elas engatinham em sua tentativa de descentralidade e por fim de distribuição de redes e de seus poderes-funções-uso, mas temos alguns bons exemplos no Brasil de tentativas de encontros presenciais imersivos de sujeitos ligados ao movimento do Software Livre, que tentam fazer esse processo avançar. Entre eles temos os encontros anuais do Submidialogia que ocorre há três anos. Submidialogia é uma lista da internet que discute e atua com software livre, mídia tática, opera com programas multimídia, promove ações coletivas de resistência como rádio livre, TV livre e se opôem incisivamente aos monopólios de comunicação. Um dos seus slogans é - Submidialogia: a arte de re:volver o logos do conhecimento pelas práticas e desorientar as práticas pela imersão no sub-conhecimento - . Organizam todo seu encontro de forma pública através de programas abertos de edição da web (wikki), onde inclusive as questões financeiras (financeamentos, custos, passagens, alimentação, etc) são debatidas. Os lugares de encontros presenciais são escolhidos de acordo com os contatos dos sujeitos da lista com universidades, instituições acadêmicas, governamentais ou grupos de ações locais. Em 2007 o encontro foi feito junto a um espaço cultural do movimento negro chamado AVANTE, onde tem uma rádio comunitária que é frequentado por grande parte da juventude daquela pequena cidade interiorana situada na chapada Diamantina na Bahia. Ao imergir em um local como o AVANTE o grupo já provocou estruturalmente a imersão, processo de constituição de realidades, singularidades e recombinação de redes. Pois promoveu a conexão entre as diferenças étnicas, discursivas, políticas, etc. Tanto os usuários da lista, quanto os participantes do espaço cultural tiveram que lidar com a radicalidade da auteridade, sendo que não raras vezes as discussões se tornaram agressivas. Um ponto interessante, é que tanto as pessoas do movimento negro quanto estrangeiros europeus e norte-americanos que estavam no encontro reclamaram sentirem-se excluídos de grande parte das discussões e atividades, fosse em função da língua ou da apropriação das tecnologias disponíveis, de modo que em determinado momento juntaram-se para fazer uma performance, cada um na sua língua, expressaram seu incômodo falando sobre inteligibilidade, incomunicabilidade, inacessibilidade, denunciando de forma expressivamente estética a situação. Dessa forma vemos que uma situação imersiva pode/deve estar preparada para fazer sua própria auto-crítica no mesmo tempo que ocorre, ampliando o debate com outras linguagens que não só as das discussões racionais, críticas, que tendem a dialetizar os encontros com pressupostos demasiadamente racionalistas que muitas veses não mudam nada. É o que chamamos de vício de opinião.

A maioria dos debates do submidialogia gira em torno de palavras chave como colaboração, autonomia, relação com população local, quebra de hierarquização, cooptação externa de projetos produzidos coletivamente, sustentabilidade, auto-gestão, arte, cultura, estetização de processos, intervenções públicas e mídicas, softwares livres, acessibilidade a tecnologias, fendas digitais, propriedade intelectual, creative commons, copyleft, etc. Esse tipo de conversa dentro de um ambiente povoado pela cultura do movimento negro traz à tona nuances e reações que fogem da intenção mapeada e obriga todos a fazerem recombinações: a da comunidade da lista entre si (muitos não se conhecem pessoalmente), o grupo visitante com a população local e vice-versa, os projetos construídos coletivamente que acabam as veses por provocar várias dissidências, mas que mesmo assim é produtiva, em função de sua qualidade risomática e descentralizada. Levemos em conta que esse encontro presencial continua repercutindo nas listas, nos textos, nas produções multimídias (textos, imagens, sons, etc) disponibilizadas colaborativamente durante todos os processos anteriores, durante e posteriores aos encontros.

Esse tipo de imersão é também visto como uma tecnologia social, planos que se harmonizam e conflituam de acordo com os diferentes ritmos mas que se constituem como planos de realidades, de formulação e resolução de problemas, como meio de crescimento coletivo. Tecnologia social é um nome bastante utilizado nos debates, que não tenta fetichizar o objeto tecnológico, não trata somente de computadores mas das técnicas desenvolvidas nos mais variados campos sociais, como nos mutirões espontâneos ou organizados, nas lutas dos camelôs, nos ajuntamentos para produção de uma festa comunitária, o que seja. Essa tecnologia social da gambiarra, da reciclagem, da reutilização de práticas e conceitos estão em todos planos da vida cotidiana e se fazem muito importantes para os processos imersivos dessa rede específica e de tudo o mais. A pergunta: Como amplificar as realidades complexas dos vários seguimentos sociais de forma colaborativa sem cair no vício da identidade e sem forçar uma unanimidade das lutas ativistas?

AMPLIFICAÇÕES de realidades complexas pressupõe um alto grau de fidelidade aos acontecimentos (Hi-Fi), pois depende de um sistema de integração entre transmissores e receptores de modo a fazê-los imergir e expandir-se ao mesmo tempo. O agigantamento dos sinais fracos emitidos por determinado aparelho (tech-social) tem a função de inscrever esses sinais (desejo-energia) de forma mais potente e sua abrangência depende dos sistemas de modulação. Os moduladores não são dispositivos neutralistas e sim um aparelho irradiador atento ao transporte das ondas portadoras de conteúdos. É capaz de transmitir e fazer variação desses conteúdos de acordo com as vontades internas e externas à ação. A modulação nada tem a ver com governabilidades ou estatutos mas com a intensidade e frequência do sistema integrado de amplificação. Sua conexão é temporária, não pressupõe nenhuma forma de permanência pra além do seu próprio tempo de duração, mas é necessário pressupor certa nitidez na irradiação que não refere-se aos sistemas de inteligibilidade padrão, mas à confluência dos diversos conteúdos. A amplificação desses sinais quando eficientes criam uma rede ampliada sonoro-existencial, que conecta superfícies interativas promovendo ampliação de sentidos e alianças para além do evento/acontecimento. Não pretende abarcar o mundo inteiro mas cria um espiral transversal onde as alianças podem ser produzidas com maior facilidade amplificando notoriamente o acontecimento.

A modulação é um aparelho tecnológico e uma ferramenta esquizoanalítica. Pode ser utilizado individual ou coletivamente. Seu bom uso pode ser de grande importância em contextos ativistas, pois funciona como técnica, tática e terapêutica ao mesmo tempo. Temos alguns exemplos de eventos criados com essa perspectiva de modulação que evidentemente é uma nomeação, uma analogia que tem compromisso somente com esse texto, não pretende ser uma pedagogia. Mas serve como ponto aglutinador conceitual para definir algumas nossas ações.


wan selva em metareciclagem blogs

carta social sobre o sub3 (email enviado ao metarec e ao submidialogia)

ufa! finalmente cheguei em casa… como o encontro submidiático foi muito bom, resolvi fazer um caminho mais longo, para refletir, e só nessa manhã cheguei por aqui. Instigada para escrever. Depois de tantos dias entre ônibus e barcos, a reflexão na minha cabeça se confunde com os fatos acontecidos. Então, me perdoem se a emoção entrelaçar os fatos, mas é que estava precisando há muito tempo de um encontro como que foi o submidialogia #3.

vou dizer para vocês que logo que peguei o primeiro barco aqui, ruma à chapada diamantina, não sabia na minha cabeça o que esperar do sub>3. Entre os seios, carregava uma expectativa mista de festejar, de fazer turismo, de festejar com nov@s velh@s amig@s. Mesmo escrevendo pouco, acompanhei a lista com fervor, rabo de olho em cada detalhe de cada email. Primeiro, pessoas buscando alternativas comuns para chegar ao local do encontro. Que lindo! Pela primeira vez, tod@s se mobilizavam para criar alternativas em grupo ou individuais para conseguirem chegar ao encontro. (a gente quer se encontrar?). Ai, um abraço todo especial para nós do g2g, que conseguimos ganhar algum dinheiro via edital de passagens do ministério da cultura (que possibilitou inclusive minha ida), assim como ricardo brazileiro e marcelo terça-nada (no canto do meu pensamento eu sabia que se mais pessoas tivessem concorrido ao edital, mais pessoas ganhavam, mas enfim). Senti tambem uma falta tremenda de mais participação na construção dos debates via lista. Mas como estava sem tempo de opinar também, resolvi
ver no que iria dar.

depois do fabuloso encontro do g2g em salvador (sobre esse eu escrevo depois), tod@s se preparavam para a partida à lençóis. Cedo de manhã, Leitinho de Pêra (que nome lindo!), Alê, Balbino e Ruiz partiram de kombi lotada para deixar tudo prontinho para quando a maioria de nós chegássemos, às 5 da manha do outro dia (aliás, queria dar um parabéns especial para essa turminha e mais algun que ficaram na pré-produção do encontro: forçaram o máximo possível o cumprimento dos horários e sempre tiveram a estrutura pronta em tempo. Só achei que outrxs
pessoas poderiam ter se tocado e também ajudado na produção das coisas. eu mesma só reparei nisso no terceiro dia, mas logo que percebi que também poderia ajudar, carreguei caixas, saí cedo pra organizar as coisas e, pasmem, até dirigí a kombi uma vez, com aquela lamúria de só possuir a terceira e a quarta marcha desde a Paraíba!). A primeira manhã foi tranquila. Enquanto nem todos os mantimentos chegavam, alguém fritou ovos na água e aos poucos tudo foi se acertando para um café da manhã tranquilo e feliz.

Às 15h00, uma hora depois do horário marcado para a mesa de abertura, compareci à Avante! para entender melhor o que tod@s queriam, conhecer @s outr@s e acompanhar a breve conversa sobre a-própria-ação dos conceitos (magistralmente guiada pela Tai). Mas a abertura foi surpreendente! depois de um bom tempo de atraso e muita gente falando o microfone sem saber direito o que falavam (e transmitiam FM), uma boa conversa se deu sobre o que tod@s estavam fazendo lá. Enquanto alguns acreditavam que foram se encontrar com amig@s para se divertir,
outr@s tinham certeza de uma hipocrisia e apatia geral, o que resultou em um debate caloroso sobre o papel de cada um. A certa altura, a questão racial foi levantada sobre qual o ponto de vista daquela turma branca de classe média sobre a interação com a população negra e por quê aquele festival era formado por tantos branquinhos e branquinhas e tão poucos negros. Tenho que confessar que adorei Robson (sabe como é, tenho pais negros e indígenas, acabei tomando partido… hehehe): “Eu não sou a favor de cotas. Porque cotas é para minorias. E eu não sou minoria, eu sou maioria. Estou aqui para tomar o que é meu!”. Pôxa, Robson, você é lindo! Um grande beijo para você! (Sem ciúmes Lú! que você é muito mais linda que ele!) Senti depois o pessoal reclamando a ausência de Ruiz e Balbino e Jean na abertura. Mas jean e ruiz foram consertar um pedaço da embreagem da kombi e Balbino foi tirar Akim daquela maresia, precisava mesmo. Ah, enquanto isso o Asa dormia na poça d’água, no meio do maior temporal! Durante a noite, na casa, várias conversas paralelas e conjuntas foram acertando ponteiros e
idéias. Quem discutiu antes, reviu seus conceitos, conversou mais um pouco com seus opositores em argumentos e durante a noite um sono profundo e relaxante preparou todo mundo para os dias que viriam. (tenho que admitir que, apesar da falta de intimidade dos 4 quartos-alojamento com beliches de três andares, eu dormi muito bem todos os dias. Foi uma ótima experiência de convívio. Eu me lembrava de quando era criança e com meus tios dormia na maloca com tod@s aquel@s parentes…)

Pela manhã do dia subsequente, tod@s nos encontramos no mercado central, para a discussão sobre produção musical. Puxa, eu fiquei muito feliz com que ví! como disse a Lelex, pela primeira vez vejo músicos conversando sobre suas obras e formas de licenciamento. O Fernando Catatau apresentou seus argumentos e opinios sobre liberar músicas, sobre seu amor às suas composições (”por esse motivo não poderia liberar as faixas de minha música separadamente: pois o harmônico que se forma a partir de duas trilhas também faz parte da minha composição”). Além disso Tião e outro componente da banda Entre um Gole e Outro (meu deus, eles param o show no palco para tomar uminha! e tem um garçom na banda!) mostram que não só de sonho com gravadoras vivem os músicos. Vivem, sim, muito mais de sonhos. Possíveis! E eles não vendem nem trocam: eles dão! Alguém que participou melhor pode contar mais, a certa altura apareceu uma garrafa de uísque com 1/3 de líquido (parece que foi a sobra do que o Volker trouxe para o brasil para passar as semanas) e uma garrafa de cachaça vinda de algum lugar entre caetité e lençóis: viva Tião!

Pela tarde, sons variados na rádio Laúza FM, algumas atividades com PD no mercado central (atividades mesmo aconteceram no sistema digestivo do Glerm, lá de curitiba. Entre um arduíno e outro, ele comeu um Acarajé feito por um pastor e não deu outra: seus nós nas tripas o fizeram viajar duas vezes para salvador e rodar boa parte dos hospidais desse eixo baiano! Nem a lavagem estomacal valeu! depois, já em curitiba, descobriu que tinha eram pedras de sal nos rins! viva o araki). Na noite do segundo dia muitos foram à uma pizzaria baratinha e gostosa, mas eu mesma fui dormir, estava exausta da viagem até ali e dos acontecimentos dos dois primeiros dias.

No terceiro dia, confesso que as coisas já se confundiam mais e mais na minha cabeça. Um pequeno grupo partiu para diversas cachoeiras, outro partiu para mesas, outro saiu para preparar as gravações do semuSSum (gravaram dois raps e duas capoeiras). Eu mesma participei mais ou menos de todas as atividades, circulava entre um espaço e outro, subia o morro sob o sol escaldante até a Avante, voltava ao mercado, dava uma passada na casa para almoçar (ah, os almoços foram um caso a parte… enquanto as meninas da cooperativa de rango vegan faziam nossos lábios deliciarem-se com vatapás, beringelas e feijoadas, nos dias em que elas não mais estavam Holmes, Owen, Mark entre muit@s outr@s se revesaram na cozinha, alimentando a tod@s com delícias e amores! um abraço todo especial para todo mundo que ajudou na cozinha, cortando, fritando ovo, fazendo suco de tamarindo ou cozinhando para um batalhão! vocês são demais e eu mesma teria tido uma relação diferente com o evento se não fosse por vocês! valeu!). Puxa, no final do dia só piscava na minha cabeça como aquele espaço, chamado de Avante!, era agradável, como as pessoas eram amigas, como a consciência e a educação eram trabalhadas… puxa, eu virei fã incondicional da Avante! Valeu mesmo por tudo Nelma, Valnei, Kojack, Tony Black, Carol e mais todo mundo que eu conheci na Avante! esses dias. Nossa, eu não tenho palavras! Se esse relato do festival está tão grande, se eu pegar para falar bem da Avante! não cabe nessa vida! Um beijo Nelma! Um beijo, Avante!

No outro dia de manhã Nelma e Valnei conversaram sobre o formato empírico da educação na avante, foi lindo! outras pessoas que participaram de projetos governamentais educativos deram suas opiniões e sanaram suas dúvidas nas realidades das palavras de Nelma e Val. Por algum tempo, a conversa foi tomando um rumo político, mas Etienne chamou todo mundo de volta para o Objetivo principal: as metodologias e seus estudos. Foi lindo! Aliás, Etienne e Karla mostraram que têm razão: trabalharam com dezenas de crianças, tanto para o mapeamento da cidade no projeto da Karla em lencois.art.br como na Maquina em cruz do Etienne. Bem, as crianças (principalmente Adalberto) também tomaram o microfone sempre que podiam, tiveram mostra de vídeos e ainda batucaram lá do lado da Avante com todo o pessoal do circo (nossa, quase me esquecí do pessoal do circo! da colômbia e da argentina, haviam chegado em lençóis de bicicleta, embora estivessem loucos para vendê-las! Se inscreveram na programação e apresentaram um espetáculo muito bom! depois se juntaram a nós no almoço e alguns deles até dormiram na casa com a gente por alguns dias. El@s eram lind@s! Tinha também uma outra moça, Carmelita, que cantou e perguntou como a gente poderia ajudar ela a trabalhar com tecnologia. sua música: “fui numa reuniao que só tinha, melao, mamao, melancia e muito banana!”)

Agora, a mesa que eu mais gostei mesmo foi a que discutiu a tal da Arte. Tod@s se encontraram em uma cachoeira maravilhosa, com um grande Poço para mergulhos de diferentes alturas e um Toboágua natural de dar inveja! Owen, Letícia e Lixeira mostrarm que são mestres na arte dos mergulhos! Lind@s! A conversa também foi muito boa, aquele monte de artista se encontrando pra conversar sua plasticidade viva (como diria Djahjah, “você é artista plástico? eu também, eu trabalho com Sacos plásticos!). Marcelo tERca-Nada e Giseli deram opiniões lindas sobre a artesania nossa de cada dia, e muitos outros deram opiniões sobre o suicídio coletivo da arte ou seu aproveitamento como tática… chiquinho, thais e morgana levaram uma conversa paralela no alto de outra pedra, que incrivelmente chegou às mesmas conclusões que a mesa oficial…. esse sub… No final, todo mundo pro tobogã, batendo o recorde mundial de trenzinho de artistas em cachoeiras! Adorei, adorei!

Teve também a mesa que aconteceu sentad@s num bar na frente do mercado, todo mundo, uma delícia, essa tem o áudio gravado, não vou nem relatar (também, depois de tanta cerveja!). Gostei mesmo foi da intervenção do Capi, do Mark e da Andi, cada um em sua língua natal (portugês, inglês e austríaco) reclamando sobre o monopólio do gravador de áudio naquela mesa, e que como haviam criado um outro grupo de discussão que não teve visibilidade durante a conversa no gravador, o próximo encontro deveria se chamar submidialogias!

Na noite de segunda feira também a Rádio Cidadão Comum tocou Dub-doidera até meia noite, quando a polícia veio pedir para parar…. hahaha :) Só mesmo a oficina de direitos humanos no outro dia no batalhão da Polícia Militar poderia acalmar os ânimos… E acalmou, embora todo mundo tenha descoberto novos humanos dentro de cada um.

No último dia, depois de tanta conversa proveitosa, atividades diversas e coletividade festiva, a festa de encerramento não poderia ter sido diferente: Muita alegria no Carnaval Satã! Músicas do carnaval da década de 70 misturadas com experimentalismo carioca e eltro-alternativo estadunidense botou todo mundo pra sambar! Só faltaram os confetes e a serpentina. Teve também o menino que improvisou Rap sobre Dub e no final a Titi mandou ver num som pra fechar a noite, baixinho, em uma caixa só, Novos Baianos, Mãe é Mar…. Antes da última caixa desligar, os palhaços do circo retornaram, dessa vez com tambores e cuspidores de fogo para finalizar a noite em grande estilo! Todo mundo muito feliz, a alegria preenchendo tantos corações e aquela certeza de que finalmete tod@s haviam entendido o espírito do Submidialogia 3: A gente quer se encontrar! Queríamos! E nos encontramos, a nós mesmos e aos outros,
numa sintonia de alegria e positividade que foi maravilhada pela paz, serenidade e injustiças sociais dos Lencóis da Bahia!

Lógico que deixei muita coisa de fora dessa missiva, como a performance da Fabi, as fotos do Carlos, as 15 mulheres na kombi rumo à cachoeira do mucujezinho ou as deliciosas caminhadas que sucederam o encontro. Mas não faz mal. Novos relatos e vídeos e fotos virão. Estamos reconstruindo a nossa história. E estamos buscando cada vez mais atores para fazer parte dela. Longa vida aos sub>midiáticos! Para o alto, e Avante, Lencóis!

beijos da wan

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