homem hardware
=== este texto esta em desenvolvimento e será editado algumas vezes ===
Há 12 anos, na Universidade de Graz, na Áustria, Gert Pfurtscheller começou suas pesquisas com o que chama de BCI – Brain-Computer Interface (Interface Cérebro-Computador). Com a ajuda de dispositivos, analisa – a cada vez que o seu paciente pensa em algum movimento corporal - as alterações nas “atividades de populações dispersas de neurônios e (..) flutuações espontâneas nas atividades bioelétricas mentais, o eletroencefalograma (EEG)”1 e registra tais atividades. Com a ajuda de computadores, matrizes de diferentes combinações eletroencefálicas são associadas a diferentes funções, o que permite algumas vezes que pacientes com artrozes ou outras doenças locomotoras graves possuam movimentos básicos nas mãos e dedos. Em 31 de março de 2005, John Donoghue, professor de neurociência na Brown University e dono da empresa Cyberkinetics apresentou à imprensa Matt Nagle, tetraplégico e primeiro ser humano a receber um implante cerebral com tecnologia BCI. Com um cabo conectado ao topo de sua cabeça, Matt mandava sinais nervosos à um computador que permitia o movimento de seu polegar direito2.
O que vemos é o desenvolver de uma nova espécie (pós)humana, biologicamente preparada para sobreviver em um novo tipo de ambiente, não importando se este seja Terreno ou não (como prova o pesado investimento da NASA em biotecnologia para a criação de um supersoldado, aliado a seus planos de conquista de Marte). Concomitante às pesquisas na área de nanotecnologia e das TCIs, deparamos com a possibilidade de novas e incríveis relações sócio-humanas, permitindo conexões cerebrais diretas entre seres em qualquer lugar do mundo para uma amigável luta de kung-fu, além de um infindável catálogo de alterações genéticas possíveis e assustadoras. É o corpo humano se transformando em hardware – arte pós-humanista de Stelarc3 – e controlado, obviamente, por softwares proprietários.
Perante este cenário, perguntamo-nos sobre o papel dos países não desenvolvidos ou em desenvolvimento nesta pulsante trama de relações sociais. Por possuir mais de 75% das reservas naturais restantes no planeta, por generalizados problemas sócio-econômicos, corrupção e por interesses corporativistas, talvez restará à esta enorme parcela da população do globo a contínua posição de colônia, tanto econômica quanto cultural.
Porém, juntamente com a crescente evolução tecnológica supracitada, a produção em larga escala de equipamentos eletrônicos e novos canais para disseminação de conteúdo (de rádios livres e fanzines à Internet) permitiu que uma nova ferramenta fosse usadas para a luta de indivíduos ou grupo de indivíduos que se consideravam socialmente “excluídos” - a mídia tática4 . Desde o levante de Chiapas, em 1994, constantes encontros globais de ativistas aconteceram, mantendo como padrões de identificação a organização descentralizada, a crítica a grandes corporações, à globalização exclusiva (que excluiu) e, principalmente, a difusão dos conhecimentos, culturas e causas políticas de comunidades locais num cenário global através de mídia faça-você-mesmo.
Acreditamos que, com as ações no projeto pontos de cultura, a produção e o pensamento crítico em relação à mídia potencialize-se, e táticas locais de comunicação e ação direta possam interferir em um cenário tecno-político-social global, possibilitando assim diversas interações entre produtores culturais locais, ativistas e movimentos sociais em um cenário global, o que permitiria transformadoras relações humanas com o conhecimento e a produção compartilhada, a cultura, o conhecimento tradicional, a arte e demais tecnologias envolvidas no processo.
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por outro lado, vendo que, na evolução dos seres, quanto mais antigo este, mais fractal é o formato de suas céluas (folhas, etc), até que ponto:
- esta evolução (a criaçõa de um novo ser pós-humano), não seria algo natural?
- a taxa de crescimento populacional humano, a partir do final do feudalismo, elevou-se em uma velocidade incrivel (alguma fórmula matemática para evoluções cancerígenas? autômatos celulares?). Isso elevou às taxas de destruição das características do planeta que permitam a vida na terra.
- imagine que a formiga não é o ser, e sim o formigueiro. Imagine que o ser humano não é o ser. imagine que o planeta não é o ser. imagine que o ser é o universo. akira e quanticidade
- não teria sido uma forma que o ser planeta (ou universo) teve para se proteger do ser (humano)? um câncer que começa a te destruir, e você usa esse mesmo ser para criar uma nova espécie, sistematizada binariamente? (não é interessante que o DNA seja uma forma binária de armazenar informações?)
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por outro lado:
- qual o papel do brasil (e de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento) nesse novo cenários pós-pós-humano que desponta? lembrando que, desde sempre, estes países têm um passado de colonização histórica, do começo de suas explorações até o tempo presente, como alterar a posição de colônia provedora de bens para o primeiro mundo? colocado (TOFFLER) que informação é riqueza (não só como dinheiro) e a carência de recursos naturais no planeta, qual a nossa função como reserva de sociobiodiversidade e diversidades culturais?
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por fim:
- seguindo a linha de pensamento de Marshall McLuham em "os meios de comunicaçã de massa como extensão dos homens", consideremos a internet como uma extensão, acima de tudo, da memória do conhecimento humano (talvez para este ser pós-humano?), como ocupar este espaço virtual com memórias reais de comunidades locais (e não só a visão de grandes corporações)?
quem quiser ajudar na construção deste texto, comente/
pós-humano
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