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bioativismo

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Há 12 anos, na Universidade de Graz, na Áustria, Gert Pfurtscheller começou suas pesquisas com o que chama de BCI – Brain-Computer Interface (Interface Cérebro-Computador). Com a ajuda de dispositivos, analisa – a cada vez que o seu paciente pensa em algum movimento corporal - as alterações nas “atividades de populações dispersas de neurônios e (..) flutuações espontâneas nas atividades bioelétricas mentais, o eletroencefalograma (EEG)”1 e registra tais atividades. Com a ajuda de computadores, matrizes de diferentes combinações eletroencefálicas são associadas a diferentes funções, o que permite algumas vezes que pacientes com artrozes ou outras doenças locomotoras graves possuam movimentos básicos nas mãos e dedos. Em 31 de março de 2005, John Donoghue, professor de neurociência na Brown University e dono da empresa Cyberkinetics apresentou à imprensa Matt Nagle, tetraplégico e primeiro ser humano a receber um implante cerebral com tecnologia BCI. Com um cabo conectado ao topo de sua cabeça, Matt mandava sinais nervosos à um computador que permitia o movimento de seu polegar direito2.
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