TRANSMITIDO PELO RADIOLIVRE.ORG - PORTAL DE TROCA DE INFORMAÇÃO DE RIZOMA DA REDE RÁDIO LIVRE

Vamos pegar o exemplo da rádio livre mesmo.
O movimento de rádio livre sempre foi meio solto e é bom que seja assim meio solto. Mas de certa forma o movimento de rádio livre depois que pintou o portal e começaram a fazer os encontros deu uma pilhada maior. Tá ligado? Então beleza.

(Então daí é o pause 1)
E vira assim e : como pode.

Eu também já cansei de concordar e discordar.
Sugestões assim.
Sugestões mesmo tipo pilhando em rádio livre, pirando em CMI.
E pirando em sugestões.
Mas quem quiser discordar e destoar está valendo tudo.
(Volta a concordar e você destoa.)

O CMI E A RÁDIO LIVRE

Elas são duas redes também, só que elas operam de formas completamente diferentes. O CMI, ele tem uma certa burocracia, ele exige que exista uma mutua confiança entre coletivos, ele pressupõe uma tomada de decisões, então existe a sua autonomia local como coletivo; eu posso fazer o que eu quiser desde que a minha decisão seja local, se eu quiser fazer alguma coisa que não seja só local eu tenho que pedir autorização para uma rede. Isso é uma rede bem monolítica, SÓ QUE PARA O CMI FUNCIONA MUITO BEM! Eu acho que não é exatamente o tipo de rede que a gente está buscando e que eu gostaria de propor, que é mais parecido com o rizoma de rádios livres, porque no caso do CMI existe o CMI aí depois surge um coletivo que quer entrar no CMI. No caso do rádio livre e de todos os nossos projetos, os projetos da gente já existem. Então a gente quer criar a rede depois de os projetos já existirem, então a gente não vai ter tomada de decisão, a gente não vai ter, de repente, nem consenso, de repente a rede em termos de trocas. A proposta da rede de rádios livres é de uma rede de trocas. No radiolivre.org a gente nunca conseguiu decidir nada, se o portal vai ser assim, assado, o que que vai estar lá, quem vai ter direito a transmitir. É sempre uma coisa pessoal. É bem esse tipo de rede que eu acho interessante; do cara chegar e falar: “Arranja lá pra gente transmitir” A gente faz isso.
Você tem uma camada estrutural, que é, por exemplo, o servidor, que é uma infra-estrutura comum, que é um poder a ser distribuído. E a rede em si ela está acima, é uma camada lógica de você pegar esses recursos e distribuir para todo mundo. Então é tipo uma rede que não precisa ter um estatuto, ter uma diretriz, a gente não precisa tirar nada.

NOSSO OBJETIVO É ESSE: A REDE É REDE!

(É um meio por onde passa as informações de você contar para um nó que está interessado em fazer o que você quer.)

Um lance da grande mídia assim é que a troca pode ser...
Lógico que compartilhamento de conhecimento também...
No sentido de você formar pessoas em habilidades que você domine...
E que elas precisem...
Partindo para um entendimento...
Que muita gente fica atrelando a elementos de fora...
Quando na verdade a gente tem esta coisa bem clara...
Deste tipo de funcionamento horizontal aqui dentro do Brasil...
Os índios tinham velho...
Quando um cara tinha um conhecimento ele era o Paje...
O cara que tinha outro conhecimento era o guerreiro...
O cara que tinha outro conhecimento era não sei o q...
E todo mundo trabalhava pouco...
Todo mundo vivia bem...
E todo mundo estava tranqüilo...
Só agora eu queria!

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