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Narrativas Guarani Caiowa

Título do Projeto de Pesquisa em Andamento: GAMB+i - Grupo Autodidata de Metodologias Bem + Inteligentes :

TÍTULO DA INICIATIVA
Narrativas Kaiowá e Guarani

PROPONENTE:

Des).(centro - Nó Emergente de Ações Colaborativas - http://pub.descentro.org

MUNICÍPIO (S) DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO:
Aldeia Bororó e kaiapó, Dourados, Mato Grosso do Sul

IDENTIFICAÇAO DA LINGUA
Os Kaiowa e Guarani Nandeva e Mbya falam dialetos do idioma guarani que se inclui na família linguística Tupi-Guarani, do tronco linguístico Tupi

DEMOGRAFIA
É estimado cerca de 29.900 pessoas

CONTATOS NAS ALDEIAS:

Pajé Tereza Guarani Kaiowa, Cacique Getúlio, Edna maçal fone (065) 99456710, marcelo:casaronas @hotmail.com,antonio brand e Neimar, (67)33123300 ucdb – neppi,



1- Como é a estrutura da instituição, seus interesses, parcerias, e pq o projeto deve ser feito pelo descentro?


Dessa forma, parceiros da associação se organizam em torno de um tema, que sempre passa por avaliação coletiva. Caso seja aprovado o projeto, a equipe se forma de acordo com o interesse dos integrantes, e inicia-se a criação do projeto, que geralmente é desenvolvido coletivamente no site http://wiki.descentro.org.
O interesse do Descentro em trabalhar com povos indígenas e tecnologias de comunicação surgiu em grande medida a partir da experiência de implementação de programas como Pontos de Cultura, Casas Brasil e Gesac, em comunidades indígenas em todo território nacional. A partir das experiências, foi desenvolvida uma série de métodos pedagógicos e educacionais baseados na imersão nos espaços, no convívio, visando partilhar o dia-a-dia das comunidades e pessoas, absorvendo pouco a pouco suas histórias e, a partir daí, realizar integrações através de ferramentas multimídia, como a produção de textos, sites, objetos técnicos, fotografia, vídeo e som. Criando, assim, um momento de troca dinâmica de saberes, buscando inspirar processos criativos individuais e coletivos, para criar uma comunicação intensiva e integradora.
O Descentro conta com uma ampla plataforma de colaboração. Iniciativas como a rede Metareciclagem (http://rede.metareciclagem.org), Estúdio livre (http://www.estudiolivre.org) e Submidialogia (submidialogia.descentro.org) fazem parte dos eventos e projetos organizados pelo Descentro. Além o ativismo em rede, os integrantes da associação Descentro vem desenvolvendo, ao longo de 10 anos, antes de se institucionalizarem, projetos de inclusão digital e reapropriação de tecnologias. As oficinas do Metareciclagem são desenvolvidas em todo território nacional, em iniciativas completamente descentralizadas que se organizam na lista de discussão “metareciclagem”, agilizar as produções coletivas.
Descentro considera que a parceria com o Ponto de Cultura www.tekoarandu.org, o Núcleo de Cultura Kaiowá e Guarani www.neppi.org nas terra indígena Te´ýkue, Caarapó MS é fundamental para a realização desse projeto.



2 Em caso negativo, Como planeja monitorar e avaliar as ações do projeto? * (até 2.000 caracteres)

Com reunioes mensais para avaliação coletiva entre os projetos parceiros: Des).(Centro - http://www.descentro.org, Ponto de Cultura Tekoarandu - http://www.tekoarandu.org, Centro de Documentação Kaiowa Guarani, Núcleo de estudos das Populações Indígenas - http://www.neppi.org, professores e alunos da Escola Municipal Nhandejara.



3. Diagnóstico da situação a ser transformada: * (até 3.000 carateres) Descreva a comunidade e o público alvo com dados culturais e sócio-econômicos, quantitativos e qualitativos. Aponte os instrumentos ou referências utilizados para a coleta desses dados. Descreva também a relação entre a sua organização e a comunidade.

Os Guarani dividem-se em três etnias: Kaiowá, Ñandeva e Mbya - dispersas entre o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. O Mato Grosso do Sul tem a maior concentração dessa população, representada pelos Kaiowá e Ñandeva, que somam, aproximadamente, 32 mil pessoas, ocupando 26 áreas indígenas distintas. Os Kaiowá e Guarani ocupavam um território amplo, situado ao sul do Estado. As primeiras frentes não-indígenas adentraram pelo território Kaiowá e Guarani, especialmente, a partir da década de 1880. Nas décadas de 1910 e 1920, o Governo Federal reconheceu, como usufruto dos Kaiowá e Guarani, oito reservas, provocando drástica redução do território disponível. Em 1943, o então Presidente da República, Getúlio Vargas, criou a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, CAND , que tinha como objetivo possibilitar o acesso à terra a milhares de famílias de colonos, migrantes de outras regiões do país. Retirou, então, do território Kaiowá, um total de 300 mil hectares ,para assentamento de colonos, provocando a expulsão e o confinamento de um significativo número de aldeias Kaiowá em outros espaços, contribuindo com o agravamento dos conflitos e disputas internas. Durante as décadas de 1940 e 1970, implantaram-se na região inúmeros empreendimentos agropastoris, ocupando o restante do território indígena. Em 1980, diversas aldeias indígenas iniciam um processo de retomada de suas terras, perdidas no decorrer do processo de ocupação regional por parte das diversas frentes de colonização. Esse processo de reocupação de aldeias vem gerando inúmeros processos judiciais, todos demandando documentação histórica sobre os Kaiowá- Guarani. Há ainda uma taxa significativa de suicídio entre os jovens Kaiowa-Guarani. Cerca de 50 por ano se matam por enforcamento ou sufocamento. Diante de todas essas questões, o Descentro se propõe colaborar com esse povo na reconquista de seus elementos culturais, suas reivindicações políticas, suas relações com outras etnias, e, principalmente, o seu desejo de serem protagonistas das suas próprias histórias, utilizando as tecnologias disponíveis.

Esses dados foram coletados a partir de pesquisa feita no Centro de Pesquisa Kaiowa-Guarani, da Universidade Católica Dom Bosco, onde estudam inúmeros indígenas Kaiowa-Guarani, professores da escola onde será implantado o projeto Narrativas Kaiowa-Guarani. O centro foi criado em 1996, na UCDB, através de uma proposta de trabalho de caráter multidisciplinar e interinstitucional, voltada para a pesquisa e o desenvolvimento de ações de extensão junto às populações indígenas Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul. O Programa Kaiowá/Guarani vem contando com o apoio do CNPq, do Fundo Nacional do Meio Ambiente, FNMA, do Ministério de Educação e de órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso do sul, entre outros. Tem como objetivo construir, a partir dos resultados das pesquisas e em conjunto com a população indígena, alternativas que criem oportunidades para a gradativa melhoria da sua qualidade de vida.


4. Descrição clara e detalhada do projeto, incluindo objetivos, resultados ou produtos específicos que o projeto gerará, crenças e valores que o seu projeto estimulará e a necessidade da existência do mesmo: * (até 4.000 carateres) Realce a estratégia norteadora, os objetivos de médio e longo prazo, relacionando-os com resultados e indicadores de monitoria e avaliação.



O projeto consiste no fortalecimento e continuidade dos trabalhos do Ponto de Cultura Teko Arandu (www.tekoarandu.org) na Escola Municipal Nhandejara, Aldeia Te´ýkue, município Caarapó, MS, através da implantação de mais dez computadores, três câmeras de vídeo e fotografia no seu laboratório multimídia, que já é conectado à internet via satélite. A idéia é criar uma série de cursos de metareciclagem (http://rede.metareciclagem.org), e também um acervo de narrativas Kaiowa-Guarani, em formatos impressos e digitais, traduzidos para o português, para serem distribuídos nas escolas e instituições daquela região e outras do país, através da Editora Des).(centro, que será encarregada de editar os materiais online e impressos, e também distribuí-los.
Como cursos de metareciclagem entende-se um método pedagógico construído junto com a rede Metareciclagem e adotado por todos integrantes do Des).(centro, que consiste num profundo conhecimento da tecnologia, através do desmanchamento e reconstrução de computadores, reciclagem de computadores velhos, oficinas de software livre, de programas de imagem e som, montagem de rádios, métodos de pesquisa na internet, construção de sites, redes colaborativas e, finalmente, formas de passar adiante o conhecimento aprendido (replicadores). A construção do acervo multimídia é a segunda parte do projeto, a ser desenvolvida a partir de histórias produzidas na comunidade, tanto antigas quanto atuais, através de fotografias, filmagens e gravação de som em que os participantes das oficinas são estimulados a aprender a utilizar equipamentos multimídia ao mesmo tempo em que valorizam suas próprias histórias, saindo pelas aldeias, entrevistando pessoas, fazendo foto novelas, criando conversas em roda. A terceira etapa é a coleta, organização, edição dos materiais produzidos nas oficinas de narrativas para  publicação online e impresso e distribuição dos mesmos local e globalmente, através da  internet e da Editora Descentro, proponente desse projeto.
Acreditamos que esse projeto possa vir a despertar nos participantes das oficinas o desejo de se apropriarem das tecnologias de uma forma crítica, sem submissão, desmistificando  a idéia de que a ciência é algo que está muito distante das pessoas, despertando a criatividade para a construção de objetos a partir das possibilidades em volta, incentivar a criatividade, a troca de conhecimentos, o compartilhamento e a construção coletiva de realidades. Por fim, investir na memória, nos modos de pensar e lembrar dos Kaiowa Guarani, colaborar para que sintam-se valorizados e com condições de produzirem sua própria história a partir dos meios que os circundam. Acreditamos na convergência entre a pesquisa, a proposição e a execução de ações de apoio a essa comunidade indígena, voltados também para a recuperação ambiental, produção de alimentos, saúde preventiva e educação compartilhada.
A curto e médio prazo teremos pessoas preparadas para replicarem seus conhecimentos na própria aldeia, pessoas que saberão montar computadores, mexer peças, instalar programas, editar imagens e som, criar materiais em formato multimídia, participar e criar redes de colaboração, dar oficinas em outros lugares, outros pontos de cultura, outras aldeias, cidades, participar das redes apresentadas pelos educadores, criar suas próprias plataformas de colaboração. A longo prazo teremos pessoas profissionalizadas, que sentem-se valorizadas, que buscam sua própria autonomia e a de seu coletivo, cientes da importância que têm e da necessidade de partilhar seus conhecimentos.
A avaliação desse projeto será feita entre Des).(centro, Ponto de Cultura Teko Arandu, a comunidade envolvida no projeto, Núcleo de Pesquisas das Populações Indígenas, Centro de Documentação Kaiowa e Guarani.



5. Explique como o projeto foi construído: * (até 4.000 carateres) A organização tem experiência na realização de projetos similares? Que tipo de teoria, metodologia ou elemento inovador a sua organização pretende utilizar?


O projeto foi pensado a partir de uma viagem de alguns integrantes do Descentro no ano de 2007 à aldeia Bororo e Te´ýkue em Dourados e Caarapó MS, onde pudemos passar alguns meses entre os Guarani-Kaiowa das duas aldeias, conhecer projetos locais, as danças, as festas também os problemas relativos à suicídios, epidemias, altíssimos índices de violência, desmatamento, seca etc. Aproximamo-nos da comunidade, de suas casas, de suas histórias, e pensamos em apresentar um projeto de mídia e novas tecnologias para aquela comunidade. Dessa forma, montamos um projeto e o apresentamos num encontro entre professores, comunidade e outros programas, na Escola Municipal Nhandejara, tendo boa repercussão e aceitação entre eles. Associamo-nos ao Ponto de Cultura Teko Arandu (www.tekoarandu.org) e firmamos uma parceria, nos propondo buscar subsídios para o fortalecimento do Ponto de Cultura, que foi construído pelos próprios professores indígenas dessa comunidade.
Os associados do Descentro, antes se constituírem como instituição legal, tiveram participação na criação do Programa Nacional Cultura Digital, do Ministério da Cultura. Logo tornaram-se responsáveis pela implementação de Pontos de Cultura em praticamente todo território nacional. Ao longo desse processo, foram tendo contato com aldeias indígenas que estavam implantando seus primeiros Pontos de Cultura e conhecendo (muitos, pela primeira vez) a internet. A partir de uma série de oficinas, muitas experimentações, vivências, trocas culturais e métodos pedagógicos foram sendo criados e ao longo do tempo aprimorados, de modo que hoje em dia o Des).(Centro, enquanto instituição legal, têm, no conjunto dos seus associados, uma grande experiência de implantação de tecnologias de informação e comunicação, partilhando relatos na internet, no site do Des).( Centro, e ainda hoje atuando junto aos grupos através dos Programas Nacionais ou por pedido dos próprios Pontos de Culturas construídos em áreas indígenas.
Nossos elementos inovadores são nossos métodos pedagógicos, nossas práticas de horizontalidade, nossa militância para criar plataformas de troca, compartilhamento. Nosso profundo respeito à cultura do outro, nossa admiração pela luta Kaiowa Guarani, nosso apoio às suas reivindicações, nosso conhecimento sobre as tecnologias de informação e comunicação, unidos ao desejo de partilhar esses saberes, nossas técnicas de “catação” e contação de histórias e nossas habilidades para criação, edição e distribuição de produtos, assim como nossa grande rede de colaboração da internet



6. A comunidade teve algum tipo de participação na concepção ou formulação do projeto? Como as necessidades e demandas da comunidade foram identificadas? Caso o projeto já exista, comente a experiência de parceria entre sua organização e a comunidade: * (até 3.000 carateres)

A maior participação nesse projeto foi a partir do grupo de professores indígenas da área indígena Te´ýkue, e estudantes indígenas Kaiowa Guarani da universidade Católica Dom Bosco, pois nosso projeto se presta para fortalecimento e continuação do ponto de cultura construído por esses estudantes e professores indígenas. Nossa parceria com o ponto de cultura é de extrema importância, pois surge para potencializar os grupos participantes, disponibilizando uma série de cursos, oficinas e técnicas de aprendizagem, assim como formação de replicadores sociais.



7. Como planeja monitorar e avaliar as ações do projeto?

Com reuniões mensais para avaliação coletiva entre os projetos parceiros: Des).(Centro, Ponto de Cultura Tekoarandu, Centro de Documentação Kaiowa Guarani, Núcleo de Pesquisa das Populações Indígenas, professores e alunos da Escola Municipal Nhandejara. Através da exposição dos materiais produzidos no site do projeto, a proposta é travar um contato interativo com o público, além de outras redes indígenas, como a “Índios Online” (www.indiosonline.org.br), promovendo a integração e também a colaboração entre as mesmas redes, nas atividades criativas da oficina. Buscaremos sempre estimular a troca de feedbacks entre os participantes indígenas e os profissionais integrantes e demais colaboradores deste projeto.



8. Esse projeto pode realizar alguma alteração na vida da comunidade? Foi feita alguma análise prévia dos efeitos potenciais da intervenção social proposta? Analise os possíveis impactos sociais, econômicos e culturais desse projeto na vida da comunidade e como os mesmos serão avaliados. * (até 4.000 carateres)

O projeto prevê a construção do envolvimento da comunidade com o projeto, para que possam supervisionar o projeto futuramente. Para tanto, há uma série de atividades a realizar, como por exemplo o mapeamento das demandas internas da comunidade e das demandas dos fóruns indígenas, realizadas uma vez por ano. Consideramos fundamental a capacitação e o protagonismo dos que querem assumir esse processo de aprendizagem e troca para si. Os Kaiowa Guarani da aldeia
Te´ýkue já tem uma relação de participação e envolvimento com a escola onde será aplicado esse projeto. Nesse sentido, potencializaremos ações já produzidas nessa Escola, um Ponto de Cultura , capacitando  participantes para a vida profissional, a vida da produção de projetos e fomentação de redes colaborativas. Uma parte dos recursos é destinada à capacitação técnica dos participantes a fim de que, aos poucos, sintam-se completamente seguros para continuarem esse projeto e outros similares, assim como aptos para buscarem recursos externos para continuação dos seus projetos. Uma possível deficiência deste projeto pode ocorrer devido à demanda de participação ser maior do que nossos recursos podem oferecer, ou maior do que nossos equipamentos possibilitem, de modo que buscaremos logo captar mais recursos, e orientar os integrantes do Ponto de Cultura nesse sentido. A avaliação dos impactos serão feitas com as organizações parceiras e a comunidade Kaiowa Guarani, através de reuniões mensais.




9. Depois de testada e avaliada, a metodologia do projeto poderá ser levada a outras comunidades? Existe alguma expectativa de replicabilidade? * (até 3.000 carateres)

Existe expectativa de replicabilidade em outras regiões do pais, inclusive nos arredores da área indígena Te´ýkue, com outros povos Guarani, como aldeia Bororó, uma escola na Missão Caiuá, outra na região do Yvu, outra denominada escolinha do Bokaja e a quarta na região do Saverá. A expectativa que temos é a de conseguiremos, durante a execução desse projeto,  mais recursos para implementação desse projeto nas demais áreas, ou criarmos coletivamente, de forma consistente algumas alternativas para crescimento e expansão das propostas. Nas oficinas, também estimularemos o contato dos índios Guarani Kawowá com outros índios conectados na internet, como os povos já integrados no site www.indiosonline.org.br, bem como narrativas multimídias criadas em conjunto com esses outros povos indígenas.



10. Com o término do apoio solicitado ao projeto, como o impacto do projeto será sustentado? Caso a comunidade sofra algum efeito negativo, como ele poderia ser minimizado? * (até 3.000 carateres)



Estamos oferecendo um projeto de capacitação técnica, profissional e educativa sensível e crítica. Esperamos que um ano de projeto incentive os participantes das oficinas a ampliarem seus horizontes de ação dentro da internet, fortalecendo-se com redes indígenas e também não indígenas, aprendendo a escrever projetos individuais e coletivos, reconhecendo os espaços de articulação econômica e política. Além disso, esperamos contribuir para a ampliação do projeto através de participação em editais e de leis de incentivo. Pretendemos deixar com os interessados as noções básicas de formas de construção de projetos e também, finalmente, de vender serviços. Teremos uma série de discussões a serem ainda pautadas, relacionadas a sustentabilidade, autonomia e interdependência, através das quais buscaremos criar condições para o pensamento e a criatividade acontecerem. Caso aconteça algum efeito negativo na comunidade causado por esse projeto, trataremos de minimizá-lo com nosso comprometimento de estar acompanhando todo o processo e tentando pensar em alternativas, sempre coletivamente, tendo como interlocutores os próprios membros da comunidade contemplada com este projeto.



11. Com relação as tecnologias que serão utilizadas (ex.: telefonia fixa, móvel, internet, sms, mms, etc), particularmente de informação e comunicação, para o desenvolvimento das atividades do projeto. Elas estão disponíveis na região? A organização tem experiência consolidada na utilização da tecnologia? Em caso negativo, como pretende supri-la? * (até 2.000 carateres)

O Ponto de Cultura Teko Arandu, situado na terra indígena Te´ýkue, tem uma antena do Gesac, que já é utilizada pela comunidade. Dentro do Des).(Centro temos profissionais que atendem aos mais diferentes serviços de tecnologia e informação, dentro de programas como o Gesac, a Casa Brasil, Pontos de Cultura, Governo Eletrônico etc. O grupo tem capacidade para resolver problemas de instalação, conexão, implementação, acessibilidade, porém, caso haja problemas maiores, que envolvam órgãos públicos, ou mesmo defeitos na antena ou no próprio satélite, recorreremos à coordenação regional e nacional do Gesac, solicitando reforços e assistência.



12. O projeto vai necessitar de prestação de serviços externos para fornecimentos de equipamentos, consultoria ou base de dados? Quais são esses serviços ou bens? Eles estão disponíveis na cidade ou região? Quais são as condições de acesso a eles? Apresente uma relação dos principais serviços e equipamentos necessários e as condições necessárias para sua aquisição. * (até 2.000 carateres)

O projeto prevê a compra de todos equipamentos que serão utilizados através desse edital, que serão doados à comunidade Te´ýkue, ficando instalados no laboratório de multimídia do Ponto de Cultura Tekoarandu situado na Escola Municipal Nhandejara :

• 10 computadores para edição de imagem e som
• 03 máquinas digitais de filmar, sendo uma com 3 ccd
• 03 máquinas fotográficas digitais
Material para iluminação
• 1 scanner
• 1 Projetor
• 2 Caixas amplificadas - BS 200 - Multi uso
• 5 Microfones dinâmicos
• 1 Mesa de som
• 2 impressoras



PLANO DE TRABALHO (METODOLOGIA)



Obs: Datas relativas


ETAPA

ATIVIDADES

INÍCIO

TÉRMINO

1- Reconhecimento de área e de parcerias

Reuniões com professores das escolas para apresentação do projeto

13/08/2009

15/12/2009

2- formação das equipes de trabalho

Encontros diários em horários determinados pelos grupos para começar as oficinas de metareciclagem

20/08/2009

20/09/2009

3- Seleção da primeira série de histórias para início da oficina de construção de narrativas multimídia

Encontros para contação de histórias, compartilhamento de repertórios coletivos, escolha coletiva dos materiais para edição

21/09/2009

21/10/2009

4- Elaboração de conteúdos

Vivências cênicas das histórias (técnicas de teatro e performance), oficinas de desenho e pintura, oficina de fotografia

22/10/2009

22/11/2009

5- Compartilhamento de conteúdos

Mostra dos processos de trabalho em projeções de vídeo, imagens, fotos, desenhos, seleção coletiva do material a ser utilizado nas narrativas multimídias

22/11/2009

20/12/2009

6- Fechamento das oficinas

Organização dos materiais produzidos para as narrativas

20/01/2010

20/02/2010

7- Ediçao de material para publicação

Equipe edita narrativas multimídia para publicação online e impressa junto com publico participante

20/02/2010

30/04/2010

8- Publicação dos materiais online e impressos

Organização com editora e distribuidora dos materiais online e impressos

01/05/2010

01/07/2010

9- Negociação interna da ong editora Descentro

Preparação para distribuição

02/07/2010

02/08/2010


10- Lançamento dos materiais

festas, lançamentos, distribuição

05/08/2010

em diante




 RECURSOS HUMANOS:

Profissionais, oficineiros, consultores habilitados em implementação e ensino de tecnologias de informação, comunicação, multimídia, produção, divulgação e distribuição




4) Prêmios recebidos:

- Prêmio Mídias Livres (Ministério da Cultura – 2009)

- Memefest.org (2006) mimoSa - Categoria Beyond http://www.memefest.org/2006/en/index.php?meme=news&submeme=memefest_2006_winners Ars Electronica (2006)

- Metareciclagem - Menção Honrosa http://www.aec.at/en/archives/prix_archive/prix_projekt.asp?iProjectID=13792 Transmediale (2009)

- Casa da Alegria - seleção para exposição http://www.transmediale.de/










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