Submidialogia#4 - belém discute mídias, gênero e autonomia em experiências tecno-táticas
-co-[MIDIA]-:
"Um refúgio? Uma barriga? Um abrigo onde se esconder quando estiver se afogando na chuva, ou sendo quebrado pelo frio, ou sendo revirado pelo vento? Temos um esplêndido passado pela frente? Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um ponto de partida." Eduardo Galeano
pretende ocupar o espaço a ser criado na cidade
de Belém uma semana antes do Forum Social Mundial, promovendo
intervenções artísticas multimidia em locais
públicos com convidados
vindos de todo Brasil.
Na Amazônia, especialmente conflituosa em virtude do processo
histórico da economia de bases extrativistas, recursos naturais
são
devastados para construir um modelo de progresso, a cultura artificial
de consumo se impõe sobre a cultura autóctone e gera
hibridismos
culturais que formatam indivíduos a partir da
dessensibilização, a fome
exubera: fome de alimentos, conhecimento e solidariedade.Neste turbilhão de conflitos, carências e problemáticas sociais está a figura da mulher, impelida a adotar padrões comportamentais depreciativos diante da sociedade ficando, muitas vezes, fragilizada perante a cultura machista e sexista que a impede de agir positivamente em suas relações profissionais e pessoais gerando uma grave violação dos direitos humanos que precisa ser enfrentada e prevenida, aspiramos que os homens e mulheres possam compartilhar os sentimentos acerca de suas necessidades e dificuldades.
A deterioração das funções familiares acompanha a transformação do capital financeiro, cuja estratégia de revitalização pauta-se na venda, no comércio e na substituição imediata das mercadorias. Esse princípio estende-se para o campo do humano, de modo que substituir alguém nos postos de trabalho, na afetividade e nas relações interpessoais é uma atitude vulgar.
Como prevenir a violência que grassa nos canais de comunicação e invade o silêncio das casas, tornando a vida uma mercadoria, um bem, não um valor?
É preciso superar mitos e reformular a relação interpessoal, ativar o diálogo entre homens e mulheres através da prática artística, da poética nas relações, ocupar o espaço da mídia para re-construir esses valores.
Desta maneira, o evento pretende ir além da discussão sobre gênero, refletindo também sobre a formação de famílias e quais histórias surgem das famílias co-letivas, co-laborativas, co-munais, co-operativas, etc, porque processos midiáticos encerram uma justaposição entre acontecimentos culturais/sociais de uma diversidade veloz inquantificável entre movimentos coletivos, comunitários e colaborativos que podem ou não constituir ou destituir famílias.
Ao criar um espaço de convivência entre os participantes queremos mulheres pensantes criando espaços de reflexão, homens cozinhando e crianças descobrindo os espaço na cidade (jogos, atividades, objetos). Diversas criações, exposições e debates ocupam os espaços durante o dia, para convergirem de noite no cineclube.
Ao compreender os imaginários de dentidades locais e globais sobre o universo feminino pensante abstrato e o masculino de produção e execução questionamos gênero e reconhecimento sem separar o sujeito do objeto: quem forma as mentes na Amazônia?
OBJETIVOS: apropriação histórica, narrativas locais, imaginários coletivos, discussão cultural do trabalho, da família e da tecnologia.
Para discutir e aprofundar essas questões, comemoremos o Submidialogia #4, conferência que será sediada em Belém, estado do Pará. É para esse encontro que estamos convidando você, abrindo também uma chamada para apresentação de *rituais de celebração do imaginário* e *exposições permanentes de experiências* relacionadas aos temas. Se existe um grupo, um ser, uma performance coerente ou expressões de discordância criativa em relação ao festival, estas poderão ser incluídas na programação através desta chamada.
"Tenho saudades de um país que ainda não existe no mapa"
Uma proposta de integração através de debates e práticas sub>midiáticas.Submidialogia é um projeto crítico multidisciplinar de arte, mídia e tecnologias participativas, de cujo processo todos os agentes envolvidos - a comunidade local, teóricos, técnicos, artistas, ativistas e o espaço público - tomam parte.
O projeto tem provocado ações experimentais que inovam no campo da mídia digital e novas tecnologias porque se dão verdadeiramente a partir de processos colaborativos abertos e em constante construção. Questionam-se assim as configurações sociais, culturais e políticas, além do uso imaginado sobre a existência dos objetos técnicos e estéticos.
Ao fomentar o diálogo entre teoria e prática tendo como ponto de partida a convivência junto ao dia-a-dia das comunidades e pessoas, nos espaços públicos, fazemos arte, ciência e gastronomia. Trocam-se idéias, experiências e conhecimentos, enquanto todos participantes constróem coletivamente os momentos do festival.
Tanto tema quanto formato ainda estão em construção, mas pairam na convergência entre cultura, comunicação, resistência, re-significação, mídia, tecnologia, arte e táticas.
Através da realização de diferentes formas de oficinas e interações (debates, espetáculos, exibições, transmissões ao vivo, convivências filosóficas, choques elétricos, e intervenções cotidianas), do registro de relatos orais e da criação de mecanismos de visibilidade dentro e fora das comunidades, o projeto busca equipar seus participantes com recursos para que falem de suas especulações, estudos avançados, práticas e que reflitam, através da experiência criativa, um pouco desta identidade conturbada pela velocidade da transformação econômico-social.
Em Belém, uma semana antes do Fórum Social Mundial, o Submidialogia pretende atuar junto ao evento hospedeiro co[MIDIA], expondo diversos trabalhos artísticos em espaços públicos para colocar em pauta um debate mais amplo sobre a atual crise financeira mundial e suas raízes na crise de valores da família moderna.
Consideramos
essencial que se aprofunde esta discussão de forma
inesgotável.
Vitória Mario, sub>relato, 18 de outubro de 2008
fotos
http://thaisbrito.wikispaces.com/fotos_submidialogia
http://flickr.com/photos/randomico/sets/72157613147479755/
videos
corredor polonês
http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=6692
carimbó
http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=6690
relatos
cheguei no dia 22, em plena festa... demorei um tempo para re-conhecer
os rostos
novos, que eram quase todos. acolhido com alcool, acordei no dia seguinte
com uma ressaca gigante. começava o sub#4. com a base montada no quintal, de
início observei as coisas com *certa* *distância*, pois ainda *tateava*,
procurando como se encaixar naquele movimento todo... na verdade, não sabia
(talvez ainda não saiba) até que ponto as divergências com o fórum de mídia
livre resvala para os seus participantes...de todo modo, tinha a
brevissima-cerveja no Rio alguns meses antes com a tati e o novaes como um
prenuncio de bons ares....
em pouco tempo, os* auto-convidados*-do-RJ já estavam em casa - ou ao menos
assim se sentiam. no lugar das atividades programáticas, os
*conhecimentos*espasmáticos se espalhavam em conversas na
cozinha ou pelas paredes. via, então, todas as discussões sobre auto-gestão
virarem realidade. uma outra casa era possível? talvez. mas prefiro o grande
*clinamen* que vivemos
*( clinamen : o choque dos átomos, que se encontram através de desvios,
movimentando-se em direções diversas e introduzindo liberdade e caos nas
representações mecânicas )*
as idéias preguiçosas ficaram *perigosas*, as *conversas* corriam entre
panelas, construindo afetos e transformando oficinas em co-vivências
sorridentes. rádio livre, festa para pagar o artista da tacacasa,
experiências psiconautas em colares, as discussões em caracóis na brisa leve
de outeiro, stencil, fotos-fantasias, as barras milagrosas do desconto
digital: vamos degolar o otimismo! as a-r-tividades foram tantas que não
consegui acompanhar todas...
o tempo é curto...
o relato também...
foi *estupendo* conhecer *tod@s*. ficou a vontade de um outro encontro...
espero em breve ir para *são paulo, que é logo aqui*, e re-encontrar quem
por lá estiver. ou o contrário: *invadam nossas praias...*
+
e o livro? vamos que vamos?
salve navegantes!
inicio o meu 1ºsub-relato antes mesmo de ler qquer msg da lista. já estou
com muita informação para processar para cair na tentação de ler todos os
os emails e *respostá-los *com fúria e paixão. prefiro me manter fiel ao
projecto inicial; o qual é: passada a fase de observar & absorver vem a fase
do processamento (informativo/intelectual/emocional/sensual---afectos), da
deglutição e por fim da regurgitação; ou se preferirem: da transmissão, da
emissão de mensagens.
então segue este relato não-linear, assincrônico, apoetado e apatetado. tomo
também a liberdade de enviar esta msg na garrafa para outras listas & outras
personas. talvez eles não entendam patavina, mas tanto melhor a coisa fica *más
literata* (aaaaaaahhhh, vãs pretensões!!). Ei-lo:
*
**Conectar, desconectar, reconectar**
relatos de um velho-lobo-do-mar
*dia 5/2/2009 primeira manhã acordando em são paulo. o re-encontro com a
cidade foi cruel. sinusite apitando, dor, cabeça em revoluteios. realmente
esta cidade é ingrata com o meu corpo. este corpo q já doou tanto sangue
para estas veias de asfalto e concreto armado.a re-entrada na órbita da
babilônia foi rápida e imprudente: não abri os flaps, nem levantei os
escudos defletores. teletransporte, mudança de contexto rápida demais. e
aqui "um bocado de problemas e crianças para criar": contas a pagar,
maquinas a concertar e doenças a curar. alergia na mão já voltou, bolhas
pipocam nos meus dedos. rápido, rápido demais.
e pensar q até outro dia estava me banhando nos igarapés, ouvindo a matinta
pereira, pulando, brincando, correndo (!!!) leve, solto, triste também às
vezes. porque faz parte da equação. mas atento & forte. tranquilo e
infalível como bruce lee (ou, ao menos, tentando). de qualquer forma
revigorado, rejuvenescido, renovado, a velha obsceção da tabula-rasa.
zerar. descompressão, recharge. coisas q vc só consegue qdo vc pensa viajem
em seu sentido mais amplo (além, muito além do lazer): de jornada, de
descoberta, de perigo. - aaah, quanto o perrengue é restaurador,despertador.
o *desidratar *& *re-hidratar* , água, limpeza, purificação, suar, purgar,
fluir, des-limar!! coisas q comecei a (re)entender ou a (re)lembrar com a 1ª
oficina q participei com a turma da *Casa das idéias Perigosas* : "oficina
Experiência Despositivo". Mais a frente tecerei comentários a respeito, mas
já vos digo q foi iniciática em todos os sentidos. a começar pela questão da
água: ficar sem, secar, esturricar ficar sedento e depois a abundância,
esfriar, refrescar, humidificar, liquefazer, dissolver. como uma esponja
murchar e entumecer. os 3 estados da água.
mas isso já era uma realidade em São Luis-Maranhão, o verdadeiro começo da
jornada (ainda têve breves passagens por B.Geraldo na ida e na volta). em
s. luis já sentia na alma os calores tropicais (melhor dizer
equatorias). o melaço constante na pele, a chuva apaziguadora pero no
mucho, os bafos frios e refrescantes de ar-condicionados, na rua, na
frente das lojas magazines.
s.luis foi o começo. e como todo começo: fresco, tutibeante, o início da
descompressão (metáfora do mergulhador), ainda trabalhavamos muito, feito
loucos paulistas. não percebendo o tempo, perdendo tempo...(???)
mas estas e outras divagações/digressões/transgressões ficaram para o
próximo sub-relato (a qquer momento em edição extra-ordinária)
fico por aqui
beijabraços a tutti bona gente!!
do espaçonauta
Jolly
+
> ..."me lembro agora do meu estado antes de ir viajar, tenso, teso,+
> arrumando mil coisas, enviando centenas de projectos. já trabalhando no
> "modo de segurança" e mesmo assim pifando. em s. luis já ria disso tudo
> (embora agora volte a franzir a testa) ao por os pés novamente no oceano
> atlântico depois de meses e pela 1ªvez em 2009. praia! ainda q a
> tardinha...os nervos relaxam e a sensibilidade aflora, começo a me
> maravilhar por este brasil profundo (ainda q eu estivesse + q no litoral,
> numa ilha).s. luis esta mistura fantástica de arquitetura e vida vegetal:
> angkor brasileira, jamaica brasileira, atenas brasileira... torturada por um
> déspota esclarecidíssimo; josé sarnento. triste. revoltante.
> -e quanta rua! pensava eu. quanta vida na rua, pensava o tempo todo. sum
> paulo num tem disso, não! q horror, q tristeza. e não era só os blocos, os
> tambor de crioula, era o dia a dia, o cotidiano, a rua! leseira na
> esquina, sob 30 e tantos graus, o figura passa e dá um salve, rola um
> chiste, e daí começa uma estória... e qta estória! tudo virava história.
> conhecemos vários malucos da rua:
> -rubi, rubem; o mago da reciclagem
> -o louco dos abaixo assinados
> -o engraxate noinha (quem usa sapato em s. luis?)
> -seu benedito, alou brasil!!
> pessoas fantásticas! eriwaldo gomes cantando "baseadão, beck legal" no A
> vida é uma Festa (de rua!)
> me embestava de paixão por este povo e por esta terra. sorvia cada aroma,
> cada sorriso, cada olhar, cada cena....
> e em meio a tudo isso rolava o lab internacional de midias livres. radio
> livre, midia tática, yeah. retorno as origens: Muda.ah, rádio Muda, q bela
> balzakiana vc esta se tornando.
> pois lá estava eu perfazendo 4 gerações de mudeiros, invictas.
> eu+galetta+dani+joju. companheiros & comparsas nas bucaneirices nos mares
> midiáticos. gravções, explanaçoes, discussões e zine! zine, caralho! tão bom
> voltar ao básico, papel & cola, pá e pum.
> obrigado colegas pelas oportunidades q me deram!!
> é claro que não podia faltar algumas doses de radio-vandalismo. e depois de
> diversos corres: conserto do transmissor, compra/construção de uma antena. a
> transmissão de fato, rolou no ultimo dia do evento.foi foda. tanto q o nome
> inevitável foi: Na Marra FM!
> uaáá, depois de 2 doses de whisky e varios cigarrillos o sono me pega.
> boa noite meus capetinhas, sonhem com os anjos
> borovix, night crawle
se é pra falar, vamos lá
Cheguei de fora totalmente.
conhecer, conhecia dona tati, fofa, de uma veista só dona valentina charmosa
e de dividir um cigarro e um samba o sushiman novaes.
pousei em belem e fiquei esperando a moçada chegar na porta do tacacá. heis
que do nada surge uma barulhenta kombi, e de dentro dela surgem uns 10
sorrisos novos, um tanto alegrinhos de cerveja, e muitos abraços e muitos
rostos e muitas boa vindas. energia que entrou em mim e me fez ficar
sorrindo de boba enquanto observava tantas figuras novas.
fabi é um raio vetorial sempre pra cima cima cima e é mulher, tati é tipo
aurea azul, hiperativamente calma produzinho produzindo, olaia tem voz suave
e ta sempre colocando a gente na conversa, marquinhos é carinhoso, novaes
explica as coisas bem explicadinhas, valentina quietinha é doce doce, a
vicky sempre tem uma coisa que brilha, bruna abraça a gente em tudo, nao
deixa ninguem sem se sentir abraçado, fernando ta sempre fazendo alguma
coisa pra ajudar alguem, até descer da parede, um anjo, felipe e suas frases
bonitas, até mesmo quando ele tá caladinho mas nao gosta de foto, cenoura
poe um som ae que fica tudo bom, rafael é judeu e é palestino e faz mojito e
sorri, rodrigo tem uma historia e tem um som de carimbó tum tum tá, o bruno
veio depois e ficou junto...
aí chega a galera de são paulo, todo mundo de um onibus pro outro correndo
correndo colares.
antes eles eram quatro, os quatro, depois se derreteram e viraram dani que
grava conversa e dança e medita, borô tem um som, tem os olhos e tem o
trocadilho certo, a lu é graciosa, filma tudo com o olho e com a camera e o
Joju parece até que é mineiro, come quieto quieto...
e tem os que eu ja conhecia, que juntaram tudo nessa ánela de
tacacacumpocagoma e a mistura deu foi certo...
muita gente, nao sei se esqueci alguem...
o que eu digo, é que o tempo todo era vivencia. era meio ensaio de circo,
cada um fazendo seu numero. quando veio o espetaculo, artista foi o léo, e
deu certo todo o show.
discutir debater ser crescer curtir enlouquecer e faz imagem e faz forma e
faz cor e faz som eu acheitudo isso mó barato, mas eu quero é produzir mais
é fazer as ideias perigosas ecoarem.
no baralho espanhol, minha carta foi El Control, que diz que é quem observa
e fica na análise e na crítica.
eu observei e fui observada e digo que a troca foi imensa e foi linda.
um abraço e um beijo e um pedaço de queijo pra todo mundo
tacacacacacacacacacumpocagoma.
+
2009/2/7
> bom dia!!
>
> mais um relato:
>
> chego em belém dia 19 de fevereiro de 2009, meu destino:
> tacacacumpocagoma. lá sou recebida por muitas pessoas que ja estavam há
> dias retirando entulho de casa, pintando as paredes, terminando os
> banheiros.. a casa estava praticamente abandonada há alguns anos e a nossa
> vinda gerou uma retomada do espaço, o que foi lindo.
>
> no umarizal, bairro classe média da cidade, fomos gentilmente recebidos
> por pedro, marquinhos, rodrigo, bruna e fernando, belenenses que apoiaram
> à distância o que mesmo eu participante da lista e de todos os subs
> anteriores praticamente não sabia... sub#4 ou sub>belém, o que seria? o
> pouco tempo de organização, a distância e a ausência de figuras mais
> antigas deu um caráter mais misterioso e por que não mais genuíno às
> propostas..
>
> praticamente tudo foi renegociado por la. de pincéis e canetinhas em punho
> fechamos a casa até o dia 5 e acumulamos uma dívida de 1500 reais, "a
> dívida do leo", mágico transformador de fios em luzes, goteiras em
> proteções, espaços vazios em banheiros. se não me engano foi ele mesmo
> quem escreveu na parede: artista é o pedreiro. às primeiras luzes de
> domingo depois de uma super festa na casa em que tivemos a presença do QG
> da bahia(!) tiramos da bolsa preta de valentina todo o dinheiro que
> conseguimos na noite, exatos 1500, na mão de léo, que se antecipou à isso
> pagando cerveja prá todo mundo na casa. era, afinal, a sua festa.. :O) e a
> temática foi queer copyleft.
>
> e a cada dia chegavam mais pessoas.. o movimento foi incessante até o
> último dia que estive por lá. da limpeza do jardim, à feitura de uma
> composteira, ao grafite do dial da rádio na praça da república, à
> exposição de desenhos contra-hegemônicos nas paredes, à intervenção
> frustrada na agência de publicidade, às frases que surgiam diárias
> poéticas e inspiradoras por todo o canto, nas pias, na boca do fogão.. aos
> mais intensos e acalorados debates que já participei, às inúmeras
> conversas sobre feminismos nos corredores e autonomia na cozinha (esse foi
> o sub mais feminino q rolou! o que já desconfiávamos que seria pela
> proposta inicial super feminista que antes partiu de belém, o texto que
> está no site do sub4), às constantes performances, gritos de viva zapata e
> palestina livre na cozinha, à ida ao ver-o-peso para conversar sobre
> biopolítica e experimentar os cheiros das mandingas do pará através do
> conhecimento ascendente das mulheres, à oficina de cenoura em colares
> dispositivos de experiências onde mergulhamos na mescalina e no igarapé, a
> presença maior da natureza na forma de uma arraia que nos lembrou de nossa
> pequenez e talvez ainda pouco tato em lidar com ela (alex nos conte
> mais!), às mais de 20 garrafas de vinhos e champagne que (re:)tomamos do
> megamercado líder através da oficina do thiago disconto digital abrindo e
> fechando o sub (que delícia foi tomar chandon pagando por cidra!), o
> sub_brechó (que não consegui ver..), aos stencils criados e grafitados por
> camisas e paredes, à biki-som, o jardim zen, oficinas de sushi e comidas
> veganas, os cineclubinhos das tardes enchuvaradas onde aprendemos sobre os
> kuarup, xingú e corpos, incluindo a oficina de alex, às massagens
> coletivas, a presença de clebér que nos aproximou do carimbó e na rádio
> atingiu o auge de seu entusiasmo.. (segundo ele mesmo) respiramos do
> momento de dormir ao acordar filosofia (destaco a presença de felipe e seu
> conhecimento das imanências energéticas e espirituais), questionamentos,
> desejos de mudança e expansões das possibilidades de luta pelas
> micropolíticas dos fazeres, fomos contagiad@s e contaminamos pessoas ao
> nosso redor, uma imersão profunda na mídia zero, na desgemonia, a mídia d@
> outr@, do toque, do imprevisível e do inominável.
>
> a troca com o corredor polonês se deu mais no início do sub, numa jam
> poético-musical, enquanto ainda não haviam muitas pessoas, o que foi uma
> pena... já que nos receberam com tantas poesias, histórias de cobras, de
> apropriações audiovisuais, de feitura de instrumentos musicais com orelhão
> e garrafa pet. arthur nos mostrou vídeos de trabalhos no amapá.
>
> eu achava que o sub ia acabar com a chegada do fórum, mas o que ocorreu
> foi o contrário. muitas pessoas se decepcionaram com a megaestrutura que
> abalou belém (genocídio dos animais de rua, despejos, exclusão da
> população local pelo extorsivo preço do evento dentro de uma universidade
> pública etc - a mídia de massa como sempre não paga nada e tem direito às
> melhores fotos..) o que acabou fortalecendo as palavras de dissonância com
> o modelo "de esquerda" oferecido. neste sentido a casa funcionou como um
> anti.fórum, mesmo sem nunca ter usado este nome. de quem mais senti falta
> nestes dias de fórum foram de pedro, sei que estavam super envolvidos com
> propostas a serem apresentadas por lá e acabamos não nos vendo mais..
> espero que tenha sido por isso... mas quero reforçar que fostes essencial
> e inspirador para detonar todo o processo de apropriação da casa pedrinho!
> respeito!
>
> por fim quero deixar um axé muito grande para bruna e fernando que nos
> acompanharam diariamente nessa aventura maluca pelos líquidos terrenos da
> submidialogia, que para mim a cada ano fica mais claro ser uma imersão sem
> rostos, de lindos, loucos e ousados desejos coletivos, que nos desnorteiam
> de nosso dia-a-dia careta que gastamos atrás de telas, silêncios e
> mentiras, uma nova forma de fazer mídia e política, através da arte do
> cotidiano, da manipulação obstinada das perguntas que não querem calar,
> dos escassos materiais disponíveis, da abundância de idéias, uma política
> pública de verdade - ao meu ver, a única real, pois considera a
> subjetividade de cada um@. uma pequena TAZ que se desdobra não nos espaços
> físicos das cidades - embora tenha percorido praças, ondas aéreas e
> espaços privados - mas que se inscreve com força nos corpos de seus
> participantes, como um vírus, o da busca pela liberdade - altamente
> contagiante. não nos mover e sim entender o que nos move, submergir.
> mover-nos incoscientemente. mover-nos juntas!
>
> por fim quero deixar registrado a minha cada vez mais crescente paixão por
> fabi, sua energia inesgotável em conceituar e aprofundar cada movimento
> nosso, assim como resgatar idéias como o da mídia tática, software livre,
> trans e esquizo. é para ti que segue meu último beijo.
>
> ao todo foram 16 dias de sub_casa com uma média de 20 pessoas dormindo por
> lá. quase 30 pessoas contribuiram com o espaço e centenas de outras que se
> aproximaram através das festas e contato com pessoas de/em belém.
>
> ninguém se surpeendeu quando surgiu um super xilofone com as garrafas do
> desconto digital no jardim da casa na minha última manhã por lá, dia 4,
> pelas mãos de rodrigo. pura magia belenense...
>
>
>
>
+
de icoaraci - belém -pará...
dando mais um paço rumo ao midiativismo...
SONORA IQOARACI / MMIX
+
> > mapô mana, eh mapô!
> > ontem estive no taca,
> > as paredes estão sendos pintadas
> > poucas cervejas no frezzer com a alça quebrada
> > a vick um pouco carente de gente
> > amanha levamos ela para colares
> > tentaremos encontrar felipe e fabi
> > se não estiverem com algum ET.
> > mas vim aqui para falar que
> > fikei com saudade de vcs
> > uma saudade gostosa
> > mas mta saudade
> > das vozes
> > da valentina em cima do freezer
> > da jana e thiago falando Égua
> > da tati envergonhada com suas risadinhas
> > e de tudo que foi acontecendo
> > acontecendo
> > cendo
> > cendo
> > seu
> > nosso
> > cenouraaa, que saudade.
> > que virá.
> >
> >
> >
> > :****
> >
> >
> >
+
muito pra relatar mas por hora preciso dizer que me senti muito muito
em casa na subcasa. muitos afetos, muita força produtiva, e o que é
melhor muitas energias improdutivas.
tô ajeitando as fotos pra subir, Tati me deixou um monte, e tenho
muitas das paredes também. para não deixar apagar. minha viagem
continuou, recife, itamaracá, agora olinda submersa num carnaval à
espreita.
e quem quiser fazer você mesmo o tarot do presente/futuro, o canal é esse:
http://www.sindominio.net/tarot/
+
opa Bruna querida!
Estou aqui.
Andei pensando um pouco no meu
subrelato... Tenho muito a digerir do encontro ainda, mas acho que, de
forma resumida, posso dizer que voltou a acender em mim uma vontade
de me movimentar.
Adorei a todos. Acho que tivemos uma troca linda... Sinto saudades já.
Estou por aqui agora. Continuo lendo um pouco mais do que falando, mas isso muda com o tempo.
Um beijo grande em cada um de vocês!
xxx
+
> >> Relato Belenhense parte 1. De rádio muda no Pará para o mundo
> >> (entrevista com Jana da Rádio Interferência no final)
> >>
> >>
> >> A passagem foi 12 horas de ônibus de São Luís pra Belém.Na chegada,
> >> mulheres do Fórum Social Mundial invadem o ônibus distribuindo mapas de
> >> Belém- a cidade morena, e tirando fotos dos passageiros. Esclarecem
> >> dúvidas e propõe conhecer a cidade e o carimbó ( dança e música tocada
> >> lá)
> >> No táxi, áudio( transcrição. Várias vozes - ):
> >>
> >> " Rádio Tralha. -É isso aí, nova fase da viagem, é.., estamos em Belém
> >> do
> >> Pará. Acabamos de chegar , estamos nos encaminhando aí para o nosso
> >> pouso
> >> certeiro,e..., Rádio Na Marra ficou lá em São Luís e agora a Rádio
> >> Tralha.
> >> - A vida não presta."
> >>
> >> 3 mudeiros e uma paulista da mídia tática chegam na sub casa, onde
> >> rolava
> >> o encontro submidialogia 4. Além desse, Outeiros nos esperava. Em cinco
> >> minutos já fazemos as malas novamente, puxado por Novaes e Felipe e
> >> Cenoura para Colares, um pequeno bairro da Grande Belém. A viagem já
> >> recomeçava pela espontaneidade. Não esperar nada. Ver pra conhecer.
> >> Estar.
> >>
> >> Colares. Fotos com máscara, o que deu origem a um pequeno vídeo_
> >> submascarados ( de 2 min. acho que teremos um link em breve). Praia de
> >> rio. Matinta Pereia, a guardiã das florestas e que pede fumo de manhã na
> >> porta de alguma casa. Tomar banho de rio de noite. Gravações de áudios:
> >> (transcriçao. Váras vozes - ): De um restaurante, almoço em Colares:
> >>
> >> "Dia 27 de janeiro de 2009...Estamos...como que chama aqui mesmo?
> >> (Colares) Em Colares. Então, a gente tava ouvindo agora uns depoimentos
> >> sobre doces. Vamos entrevista-las. Um depoimento? -Um momento difícil,
> >> mas,é...uns vão, outros ficam, parafraseando nosso querido amigo Thiago
> >> Novaes, esse é o ritmo da nação.- Huuumm, você estava falando sobre
> >> açucar.- Acucar? Acucar não, brigada.- O que vc tava falando aí? - Eu
> >> como
> >> muito acucar, eu como acucar horrores (...)- O revertério hormonal tá
> >> fazendo eu me sentir maior.- Fale sobre esse revertério hormonal. -
> >> Momentos de emergência onde você sabe que cê faz merda assim, aí você,
> >> se
> >> entope de hormônio, e..., depois vê, nossa, como eu sou idiota. - como
> >> assim emergência? - contraceptivo.- Mas sabia que eu falei com uma
> >> médica
> >> e ela falou que isso não é verdade? - O que não é verdade?"
> >>
> >> (Palavras típicas da comunidade gay misturadas com línguas indígenas-
> >> BAJUBÁ:)
> >>
> >> " Faz de guanto...- Como que é? Peraí, de novo..! - Faz de guanto. - Faz
> >> de guanto?- É,... camisinha. - Faça de guanto. - É, porque é o Bajubá,
> >> conhece o Bajubá? É o iorubá, misturadas com a língua da cidade, com a
> >> língua gay. O Bajubá;Não conhece mesmo? Aquenda, Disdá, Macô (
> >> possibilidade de erro na transcrição) (...) - Peraí, então o
> >> vocabulário,..., peraí, como que é nome da língua? - Fale uma palavra
> >> então dela. - Mapon, Ocó, Aquenda. Mapom é mulher, Ocó é homem, Neca é
> >> mala. Mala também é bajubá. - Tipo mala sem alça? - Não, mala é pinto. -
> >> Ah tá. - Mala. A mala do boya lá(...) Oti é cerveja, Oxanã é cigarro."
> >>
> >> " Peraí, então relatos sobre os homens amapaenses. - É, não, mas aí
> >> fica
> >> gravado e depois(...) tô ferrada!Não, mas é sério, é sério, o amapaense
> >> é
> >> foda. Não, sei lá, são uns homens bruto, grosseiro, não sabem tratar
> >> mulher. Aí são um bando de galinha, cachorro, sem-vergonha, ordinário,
> >> e..
> >> assim! Gay é o pior de tudo. Passa a vida pegando todo mundo e chega
> >> numa
> >> casa, numa fase da vida, vira gay, aí não dá pra entender qual é a
> >> estória, qual era a estória da pegação, por isso que eu tô dizendo, 30
> >> por
> >> cento não sabe o que é na verdade. 30 por cento foi macho, macho, macho,
> >> e
> >> depois, virou, como eles mesmos dizem: é macho até debaixo de outro
> >> macho
> >> ( msruwhjsdoie) Porque tem que que ser muito macho.....( risos
> >> ksfiuarhbs)"
> >>
> >> ( Relato da programadora da Rádio Interferência)
> >>
> >> "Bom, estamos aqui com a Jana, da Rádio Interferência do Rio. - Então, a
> >> Interferência é um espaço que tá precisando ser resgatado eu acho, a
> >> gente
> >> tá tentando, porque o propósito de fazer rádio e fazer uma mídia
> >> diferente
> >> e libertária com conteúdo tá meio perdido assim, é um espaço livre e tal
> >> a
> >> galera usa só pelo fumódromo entendeu, a galera coloca um som e pega
> >> menininha e fuma unzinho, entendeu, e isso tá meio palha assim e várias
> >> pessoas agora em 2008 tentaram, mas enfim tá rolando
> >> (zfuesh) e é uma rádio importante historicamente, uma das primeiras
> >> rádios
> >> livres do Brasil,e todo o movimento de resistência, o movimento
> >> estudantil
> >> durante a ditadura..Foi criada (jshf) na década de 80 e...muita gente
> >> massa passou por lá. - Qual que é o histórico da Rádio ? (jsdhf) – Cara,
> >> eu não me lembro exatamente o ano assim, mas eu sei que foi uma rádio
> >> que
> >> surgiu como rádio laboratório dos alunos de comunicação puxada por uma
> >> galera do C.A., e...acabou na época, como era ainda, um momento de
> >> transição, acabou sendo incorporado como ambiente do D.C.E., não sei
> >> quê,
> >> tanto é que a rádio fica na sede do DCE na UFRJ. Mas é uma rádio
> >> autônoma
> >> assim, várias pessoas que trabalham com mídia livre e trabalham com arte
> >> sonora, tal, já fizeram programa lá. Mas assim, hoje a galera tá (jkhf)
> >> a
> >> gente tá precisando..eu acabei de entrar assim..entendeu, eu tenho 4 ou
> >> 5
> >> meses de programadora só. Mas assim eu tô muito a fim de dá um gás
> >> naquilo
> >> e tal,...a gente tá sem fazer estrimin, porque tá sem internet, mas
> >> assim
> >> os horários ainda tão confusos e tal,..., vai se acertando. - Mas como
> >> que
> >> é espaço físico da Interferência? - Cara, é uma sala pequena de rádio,
> >> que
> >> tem um transmissor, a mesa, tal o computador, os sofás assim e várias
> >> partes da parede bem livre, assim, a galera chega e se apropria do
> >> espaço,
> >> só que o lance é que eu acho que a apropriação tá vindo do espaço e não
> >> do
> >> veículo sabe. Se o meio é a mensagem, a mensagem tá com muito
> >> ruído,...
> >> tá,..., tá complicado, mas tá indo. - Mas é uma sala dentro dum prédio?
> >> -
> >> É uma sala dentro de um prédio, que é um prédio do DCE, que tem um bar
> >> em
> >> baixo..(jkfhg) é problemático, assim, pra rádio é ótimo, mas é
> >> problemático ter uma bar em baixo porque a galera, sabe , ainda mais
> >> porque trancaram a sala do DCE, então acabou com o espaço da galera
> >> ficar
> >> tranquilo, ficar tomando uma, fumando um entendeu e essa galera toda se
> >> incorporou à rádio pra usar a sala assim, não todo mundo óbvio, tem
> >> muita
> >> gente que faz progamação programas sérios e tal, mas isso acabou sendo
> >> um
> >> problema a rádio ficou sem,.., porque esse lance de auto gestão também é
> >> complicado. - Como que é o acesso à rádio? - As pessoas têm chave. Cada
> >> pessoa tem chave. A chave trocou, a chave da, da sala da Interferência.
> >> A
> >> chave do prédio, poucas pessoas têm. eu tenho uma, outro cara tem outra,
> >> e
> >> só também.(jsdhg) Agora nas férias por exemplo tinha que ter uma pessoa
> >> indo abrindo, tipo assim abre duas horas (kfg) fecha, não sei que,..,
> >> por
> >> causa desse bar, entendeu, porque já deixaram nego trancado lá em cima e
> >> nego bebeu todas as cervejas, assim sabe, do bar, tipo, foda-se,
> >> trancado,
> >> o freezer tá aberto, a cerveja tá gelada, inclusive foi um amigo meu,
> >> mas
> >> assim não foi uma maldade. - Enfim,...curioso. Então a galera tem a
> >> chave
> >> da rádio mas não tem a chave do prédio que dá acesso a rádio? -
> >> É..poucas
> >> pessoas...a chave do prédio, ela, tem duas cópias só, e elas ficam
> >> designadas pra determinadas pessoas, até mesmo porque o coletivo assim,
> >> o
> >> lance de gestionar, da gestão da rádio, tá meio sabe, tipo a galera,
> >> chega, fala, vâmo fazê festa, vamo fazê aquilo, vamo fazê aquilo e na
> >> hora
> >> de fazê ninguém faz, e some...não respeita horário de programação, não
> >> aparece na programação, entendeu, fazem (jkhk) independente da rádio,
> >> então é um bagulho pra si, entendeu, mas cara, não é por isso que a
> >> gente
> >> vai parar entendeu, a rádio, pô, é do caralho, você ter um espaço
> >> daquele,
> >> ter um transmissor que pega pô, de São Conrado até.. - Qual que é a
> >> potência? - Humm, não sei cara, parte técnica eu tô aprendendo (Jhgh)
> >> Mas
> >> eu acredito que pega até o início de São Conrado até o início de São
> >> Cristóvão,.. é uma área muito grande, a zona sul inteira. E pega bem e
> >> pega bem sabe, a antena fica na Uni Rio, mas é isso. - Pausa aqui para o
> >> pagamento." ( estávamos almoçando em restaurante)
> >>
> >> "Um depoimento curto, instantâneo, rápido. - O grilo canta, o boi
> >> responde: Onde, onde. O boi responde onde. O boi canta, o grilo
> >> responde.
> >> Onde? De onde canta o grilo pode, o grilo (jkhiu) canta o grilo onde, o
> >> boi pode, e...tudo se esvaece".
> >>
> >>
>
> > mapô mana, eh mapô!
> > ontem estive no taca,
> > as paredes estão sendos pintadas
> > poucas cervejas no frezzer com a alça quebrada
> > a vick um pouco carente de gente
> > amanha levamos ela para colares
> > tentaremos encontrar felipe e fabi
> > se não estiverem com algum ET.
> > mas vim aqui para falar que
> > fikei com saudade de vcs
> > uma saudade gostosa
> > mas mta saudade
> > das vozes
> > da valentina em cima do freezer
> > da jana e thiago falando Égua
> > da tati envergonhada com suas risadinhas
> > e de tudo que foi acontecendo
> > acontecendo
> > cendo
> > cendo
> > seu
> > nosso
> > cenouraaa, que saudade.
> > que virá.
> >
> >
> >
> > :****
> >
> >
> >
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